Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 19/04/2020

A intolerância e o discurso de ódio são uma realidade não apenas na contemporaneidade, mas que percorre toda a História. Ambos possuem algo em comum, que é o ataque às minorias, ou seja, grupos que estão em desvantagem social. Ainda que hoje, essa parte da sociedade lute pelo seu reconhecimento, não é o suficiente. Sendo assim, haverá a permanência e o aumento de vítimas, enquanto o Governo não tomar medidas para ao menos diminuir essas violências.

Primeiramente, vale ressaltar que de acordo com a Constituição de 1988, no Artigo 5, todos são iguais perante a lei. No entanto, a extrema polarização na democracia e os inúmeros discursos de ódio deixam evidente a alta vulnerabilidade e desvantagem social que diferentes grupos sofrem, como imigrantes, índios, mulheres e negros. Consequentemente, isso cria subgrupos dominantes que padronizam e delimitam o que eles entendem por minorias.

Logo, a ignorância e indisposição dessa parcela que possui o poder diante dos outros, os torna invisíveis perante ao resto da sociedade. Ademais, o Brasil ocupar o primeiro lugar em homicídios de LGBTs em toda a América, com 340 mortes por homofobia em 2016, segundo o último balanço do ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais) comprova a extrema intolerância no país. Desse modo, tais dados revelam a necessidade e importância da igualdade social. Porém, o que ocorre é a omissão e negligência de governantes, através de discursos conservadores, que alimentam ainda mais o ódio e silenciam milhares de pessoas.

Diante desse cenário, é indispensável uma ação do Estado em conduzir projetos de leis efetivos, e que visem aprimorar os Direitos Humanos, para alcançar uma equidade social de isonomia a todos os grupos que vivem em condições de vulnerabilidade. Além do mais, é fundamental o papel da Escola, em mostrar e ensinar o valor das diversidades e inclusões sociais. Pois será apenas dessa forma, que as pessoas que se encontram nesses grupos, independente de orientação sexual, cor ou raça, possam obter os seus direitos garantidos.