Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 13/09/2019

Segundo o artigo 5 da Constituição Federal, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Contudo, apesar de a Constituição, assegurar a igualdade de direitos e deveres a todos os cidadãos, grupos em vulnerabilidade social, são segregados e discriminados pela sociedade. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar as razões que favorecem esse cenário.

Precipuamente, destaca-se, o quanto a intensificação dos discursos de ódio nas redes sociais, tem contribuído para que haja cada vez mais episódios de intolerância. Em 2016, a cantora Preta Gil, foi vítima de preconceito na internet, onde foi atacada com mensagens de ódio em sua rede social. Portanto, perfis ou grupos na ´´internet´´, por meio do anonimato, são utilizados para disseminar discursos de ódio, acarretando no aprofundamento da intolerância com relação às minorias.

Ademais, de acordo com a teoria de Clement Attlee, de que a democracia é a lei da maioria respeitando o direito das minorias, reforça a tese de que em um ambiente antidemocrático, onde há o desrespeito aos direitos já garantidos por esse grupos desprivilegiados, cria-se, uma cultura de impunidade, onde grupos majoritários, não são punidos por crimes de ódio. Logo, intensificando a intolerância, o ódio e a desigualdade social.

Destarte, para Antoine de Saint Exupery, na vida não existem soluções. Existem forças em marcha: é preciso criá-las e, então, a elas seguem-se as soluções. Portanto, o Ministério da Educação, por meio de cursos, palestras e seminários, deveria formar professores para enfocar o respeito às minorias, além de combater a intolerância nas escolas e nas universidades, com o objetivo de conscientizar sobre os diversos grupos minoritários, assim como, denunciar casos de intolerância, contribuindo para solucionar a problemática.