Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 10/09/2019
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5, descreve que todos são iguais perante a lei. Apesar de haver uma estrutura jurídica que garanta isonomia a todos os cidadãos, alguns são segregados, uma vez que atos intolerantes e a supremacia perpetuam para o desenvolvimento do dilema. Desta maneira, é imprescindível empregar mudanças socioculturais no cenário brasileiro.
Primeiramente, é válido mencionar que os grupos minoritários são constantemente reprimidos, haja vista que aspectos culturais e características físicas são usadas como justificativa para tal ato retrógrado. Nesse sentido, em 2015 a jornalista televisiva Maria Júlia Coutinho foi alvo de agressões racistas em redes sociais, de modo que internautas utilizaram de expressões hostis e difamatórias para denigri-la. Logo, fica clara a existência do conceito da literatura machadiana, o qual mostra que o homem é um ser corrompido e desprovido de virtudes.
Além do mais, é importante destacar a presença do constante embate dos indivíduos vulneráveis por direitos contra as desigualdades, visto que a inclusão social desses é dificultada pelo não cumprimento constitucional. Por esse ângulo, o pensamento de Karl Max, “A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes”, expõem que a resistência por parte das minorias sobre os grupos dominantes se faz presente durante muito tempo. Assim, fica evidente que políticas afirmativas devem ser instaladas no contexto contemporâneo nacional.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para a modificação do quadro vigente. Sendo assim, o Ministério da Cidadania, por meio da mídia, deve formular campanhas de divulgação dos direitos das minorias, com o intuito de mostrar a valorização da diversidade brasileira, incentivando a população a respeitar e denunciar atos preconceituosos. Ademais, com o propósito de melhorar a inserção desses indivíduos na sociedade, o Congresso Nacional deve reformular as leis que desenvolvam ações afirmativas, para que as desigualdades sejam amenizadas.