Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 22/08/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação, no entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto a questão das minorias que sofrem intolerância e discursos de ódio.Nesse contexto, observa-se a configuração de um grave problema de contornos específicos que deve ser neutralizado.

São muitos os grupos minoritários presentes no Brasil que, em suma, caracterizam-se por suas etnias, culturas ou sexualidade. Na contemporaneidade, esses grupos são constantemente atacados por meio da intolerância e discurso de ódio que, não só ferem a saúde mental dessa população vulnerável como também podem influenciar ataques físicos contra elas. Um forte exemplo dessa situação, foi reportado pelo jornal O Globo, no ano de 2017, em que ,intolerantes religiosos destruíram um centro espírita em São João Meriti, na Baixada Fluminense.

Em uma análise mais aprofundada, devem ser considerados fatores  educacionais e governamentais, uma vez que, com base em dados históricos, grande parte dos ataques contra grupos minoritários no passado, não tinham apoio constitucional ,como é o caso da segregação negra no Brasil que não tolerava a cultura do afrodescendente e repudiava suas feições físicas, desse modo, foi impedido que a população negra obtivesse os mesmo direitos civis que a população branca.

Diante os fatos supracitados, faz-se necessário que Governo, em parceria com o Ministério da Educação, promovam uma reeducação étnico-cultural por meio de aulas e debates que seriam ministradas por educadores públicos, elas ocorreriam  semanalmente em todas instituições públicas e incentivadas em instituições privadas.Nesse sentido, o intuito de tal medida é desenvolver uma população mais aberta as diversidades. Além disso, outras medidas devem ser tomadas,porém, de acordo com Oscar Wilde, “O primeiro passo é o mais importante para o desenvolvimento de um homem ou nação”.