Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 30/07/2019

Os discursos de ódio no Brasil são, hoje, uma constante. Não se tolera opiniões que vão de encontro ao pensamento dominante. Tal intolerância se deve a educação preconceituosa dada às crianças brasileiras e a popularização das redes sociais em nosso país.

Em primeiro lugar, cabe destacar que, segundo Locke, o ser humano nasce como uma tábula rasa, sem nenhum conhecimento prévio de mundo, tudo o que ele adquire advém da experiência social. Pensando desse jeito, conclui-se que nenhum indivíduo nasce com preconceito ou intolerância a seus semelhantes. Ou seja, tais males são adquiridos pela vida em sociedade, a qual começa já no âmbito familiar. Aliás, é propriamente na família que se inicia a construção da intolerância: é ali que a criança começa a lidar com piadas e discursos de ódio contra negros, mulheres, indígenas, homossexuais, enfim todos os segmentos minoritários da sociedade. Isso contribui para a formação de cidadãos sem respeito às igualdades sociais, tão caras em nosso ordenamento jurídico.

Por outro lado, a propagação das redes sociais facilitou a massificação de discursos de ódio. Acontece que essas ferramentas de comunicação permitem o anonimato de seus usuários, servindo como instrumentos úteis para aqueles que difundem discursos de ódio, já que não podem ser identificados, o que dificulta a responsabilização civil e criminal desses indivíduos.

A tecnologia e a educação são, portanto, os desencadeadores principais para a disseminação do ódio em nossa sociedade. Sendo assim, faz necessária a intervenção do Estado nesses dois segmentos, a fim de que se remedie a situação. Para isso, o Governo Federal deve estimular o respeito à igualdade e à tolerância na sociedade, para que estes eduquem seus filhos conforme o valor constitucional da igualdade. No que toca ás redes sociais, deve o Governo Federal regulamentar tais ferramentas, a fim de que melhor se identifique e puna seus usuários.