Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 20/10/2022
Em “Admirável Mundo Novo”, livro escrito em 1932 por Aldous Huxley, o autor anunciou que, no futuro, as pessoas seriam manipuladas sem ao menos perceberem. Essa observação, advinda de um pensamento pessimista em relação às novas tecnologias, criticava o controle social e a imposição de uma felicidade obrigatória que, no caso do livro, era alcançada por meio de uma pílula. Apesar de ser uma distopia, ou seja, uma narrativa fictícia, é nítida a semelhança com a “felicidade artificial” que foi condicionada pelo capitalismo na atualidade, com a associação de prazer à aquisição de produtos. Nesse sentido, é preciso debater a participação dos influenciadores digitais na manipulação midiática e o seu maior impacto nas decisões de consumo.
Com base nesse cenário, nota-se que as publicidades constantes feitas pelos influenciadores digitais nas redes sociais repercute na manipulação do consumidor. Na verdade, houve uma massificação das pessoas para o consumo rápido no mercado capitalista e nos meios de comunicação, transformando-se em publicidade e propaganda, como sinal de status social e controle cultural (teoria defendida pela socióloga Marilena Chaui). Nesse contexto, as empresas investem fortunas em publicidades e, por meio de um marketing viral, com uso de influenciadores digitais e de uma interface atrativa nas redes sociais, propagam a cultura de utilizar determinado produto. Dessa forma, percebe-se que o controle midiático age sobre o inconsciente das pessoas, mudando gradativamente o comportamento delas ao incutir a necessidade de aquisição por meio da repetição de publicidades dos influenciadores.