Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 30/09/2022
A obra da literatura inglesa do seculo XIX “Persuasão” produzida por Jane Austen, retrata a história de Anne Elliot, uma lady de vinte e sete anos, considerada velha demais para se casar, que na juventude foi persuadida de forma errada por seus familiares a não se casar com um marinheiro por este ter pouca fortuna e não ter títulos. Atualmente, influenciadores digitais persuadem o seu público nas decisões de consumo como os parentes próximos da protagonista do romance o fizeram. É importante, então, ressaltar, o seu impacto negativo e positivo.
Primeiramente, a existência dos influenciadores digitais possibilita um maior alcance às pessoas de encontrar pequenas empresas que, do contrario, jamais seriam conhecidas. Segundo Fernado Pessoa, crescer é transpor limites. Nesse sentido, os chamados “influencers” são uma extensão da mudança da nova era digital e, com isso, ajuda no crescimento de pequenos negócios.
No filme “Not Okay” dirigido por Quinn Shephard, a protagonista Danni, cansada de apenas observar os influenciadores digitais que seguia nas redes sociais, fez com que ela fingisse uma viagem para um retiro de escritores em Paris e postasse fotos falsas em seu perfil. Esse pensamento de falta de pertencimento é comum nos dias atuais, ocasionando sentimentos de angústia e tristeza até casos mais sérios como depressão e problemas relacionados com auto-imagem.
Depreende-se, portanto, que as empresas contratantes e os influenciadores digitais contratados, destinem parte de sua verba e conteúdo para campanhas de conscientização em seus perfis, com uma linguagem acessível, a fim de educar os seus seguidores a respeito dos benefícios e maleficios de se tornar um influenciaodor digital, desconstruindo o pensamento de que tudo é perfeito e criando uma sociedade mais integrada.