Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 29/08/2021
No seriado “Emilly em Paris”, podemos acompanhar uma jovem que tem como emprego criar conteúdos digitais e influenciar pessoas que a seguem nas redes sociais a consumir o produto que ela está oferecendo. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que no mundo inteiro pessoas são diarimente influenciadas ao consumo, através da internet. Isso ocorre tanto pela depência do ser humano por uma referência a ser seguida, quanto pela necessidade do consumo de produtos.
Sobre esse viés, podemos perceber que as pessoas são influenciadas o tempo inteiro, há centenas de anos, apenas mudando o meio de comunicação. No Brasil, na época da Ditadura Militar, através da censura de conteúdo, o governo conseguia influênciar a população sobre as informações, notícias, música, produtos de consumo, entre outros, exercendo um certo controle no modo de vida daquelas pessoas. Nesse sentido, vemos a referência sendo moldada de acordo com o poder político da época.
Consequentemente, se tem gerado um modelo de sociedade articial e programada, conforme a influência que lhe é exercida. Nos dias atuais, com a chegada da internet e a distribuição em massa de informações, essa influência está cada vez mais presente na vida das pessoas, seja na escolha da marca do arroz ao nome dado para seus filhos. Diante disso, percebe-se uma alienação gerada pelo consumismo e pela influência das redes sociais.
Infere-se portanto, que medidas são necessárias para diminuir os impactos dessa dependência do meio digital. O Ministério da Educação, em parceria com empresas e com influenciadores, deve promover propagandas alertando sobre a dependência da influência e o consumo exacerbado gerado pelos meios digitais. Assim, a população poderá ser educada, informada e conscientizada dos perigos causados pela alienação que é gerada por esses meios de comunicação. Fazendo com que jovens e adultos possam viver de forma plena conforme a sua realidade.