Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 23/08/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, em que o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa no cenário atual é o oposto do ideal difundido pelo autor, visto que influenciadores digitais causam impactos nas decisões de consumo dos civis. Nesse sentido, é lícito afirmar que a fácil manipulação dos cidadãos e a falta de informação contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
Mormente, é importante destacar que, as propagandas feitas por influenciadores digitais nas suas redes sociais, promovendo marcas e lojas, seguidores sem conhecimento do assunto, tornam-se alienados e fáceis para manipulações, gerando, às vezes, problemas financeiros e consumismo. Conforme o levantamento da empresa Acordo Certo, em 2021, 32% dos indivíduos brasileiros mantiveram as finanças estáveis e 28% ficaram mais endividados que antes. Logo, as escolas e colégios emergem como um fator decisivo para combater esse cenário antagônico, dado que, ao formar civis mais autônomos e informados, o corpo social e os veículos de interação social tornam-se mais seguros.
Além disso, devida à lacuna educacional na grade curricular dos cidadãos no que tange à educação financeira, corrobora, infelizmente, para formação de pessoas desinformadas, criando-se uma cultura do consumismo influenciado pelo sinônimo de “status” social. Segundo o filósofo inglês John Locke, o estado tem a função de garantir que os cidadãos gozem de direitos imprescindíveis. Nesse sentindo, cabe ao governo cumprir seu dever, garantindo que a população saia das instituições de ensino bem instruídos para gerenciar suas economias, assim, atenuando uma realidade distópica do mundo digital.
Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Cabe ao Ministério da Educação, através de verbas governamentais, implementar a educação financeira nas instituições de ensino e, por meio de palestras em praças públicas, escolas ou em redes de telecomunicações, orientar a população sobre os riscos da alienação nas redes sociais, informando-os de como ter uma vida financeira melhor. Desse modo, inibindo essa lacuna educacional, formando cidadãos mais autônomos no cenário social e digital, atenuando a inadimplência no território nacional, enfim consolidando a “Utopia” de More.