Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

No contexto dos anos 60, a atriz norte-americana Marilyn Monroe ditava as tendências de consumo na moda a partir das telas de cinema. Se no passado o comportamento de compra era controlado somente pelas celebridades, hoje, com o advento das redes sociais, os influenciadores digitais assumem esse papel. O surgimento dessa nova profissão repercute impactos nas decisões de consumo, como a amplificação da postura consumista e, como consequência desse cenário, o meio ambiente é gravemente afetado. Dessa forma, é necessário avaliar o vigente quadro com o intuito de combatê-lo. Inicialmente, os influenciadores digitais amplificam comportamentos consumistas. Isso ocorre, pois tais profissionais mostram apenas as facetas positivas do cotidiano em seus “feeds”, de forma a atrelar o sucesso e a alegria exclusivamente ao consumo dos produtos que divulgam. Nesse mesmo viés, o animador Steve Cutts, em seu curta “Happiness”, mostra como a sociedade é facilmente alienada por tais narrativas e embarca na compra compulsiva de produtos em busca da felicidade prometida pelos influenciadores. À luz da perspectiva artística, conclui-se que os influenciadores digitais, deliberadamente, omitem aspectos negativos de suas vidas e, com o intuito de persuadir a obtenção de bens, reforçam o pensamento de que ter é sinônimo de existir.

Consequentemente, o meio ambiente é alvo de impactos negativos. Nesse sentido, a dinâmica veloz das redes sociais permite a ascensão e a queda de tendências de consumo rapidamente, fazendo com que uma grande quantidade de lixo seja produzida, haja vista que o internauta é convencido pelos “influencers” a se manter dentro da moda constantemente.  Essa perspectiva é comprovada por meio do fenômeno da “Fast Fashion”, isso é, a produção de peças de roupas baratas, de baixa qualidade e descartáveis frente a iminência de que essas sairão do padrão de consumo dos influenciadores e, portanto, das massas. Frente ao exemplo, é possível concluir que o consumismo somado à mentalidade de descarte - propagados nas redes pelos “influencers”- afetam diretamente a natureza mediante a grande quantidade de resíduos produzidos. Logo, é necessário mitigar os efeitos dessa profissão.

Portanto, ações são precisas para combater os impactos negativos nas decisões de consumo. Para isso, é dever das redes sociais- como Facebook e Instagram- promoverem campanhas, nos espaços virtuais, sobre consumo consciente. Essa medida será efetivada por meio da divulgação de perfis que abordem a temática ambiental e objetiva a conscientização dos internautas acerca dos padrões consumistas nocivos à natureza e massificados pelos influenciadores digitais, como o “Fast Fashion”. Por fim, o mesmo agente deve assegurar a presença de avisos em “posts” contendo publicidade a fim de romper a relação entre felicidade e compra e, pois, reverter o atual cenário análogo à obra de Cutts.