Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 23/08/2021
Juliete, campeã do BBB 21, tornou-se amplamente conhecida após sua participação em tal reality, alçando status de digital influencer. Com isso, tal ofício vem ganhando, cada vez mais, destaque na sociedade contemporânea, pois, tais pessoas -influencers-, possuem enorme impacto nas decisões de consumo de seus seguidores, atraindo, com isso, não só fama e dinheiro, mas também o patrocínio de marcas famosas. Dessa forma, tornar-se um digital influencer é o sonho de muitos jovens mundo afora, devido o alto poder de influência exercido, nos outros, pelos mesmos, já que, tal profissão, além de formentar a economia, promove a perda de identidade em massa.
Em primeiro lugar, tal prática gera novos empregos. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Karl Marx, trabalho é a atividade na qual o ser humano emprega sua força para adquirir meios para seu sustento. Logo, com a ascensão de um novo influencer, há a disponibilização / criação de vários serviços, uma vez que, para tal carreira ser bem sucedida, fotógrafos, maquiadores, gestores, entre outros, devem ser contratados pelo indivíduo. Assim, ao receber seu pagamento pela postagem ou comercial, o influenciador pagará seus funcionários, fazendo com que o montante circule, o que é crucial para o mercado econâmico e, principalmente, para economia como um todo.
Ademais, a socieade torna-se homogênea, perdendo sua criticidade. Nesse quadro, como citado pelo filósofo Erving Goffman, o ser humano, por fatores coercitivos, perde a capacidade de escolha, juntando-se a grande massa. Dessa maneira, por possuirem forte poder de convencimento, como supracitado, adjunto a capacidade de lançar tendências, os influencers ocasionam a “mortificação do eu”, pois são os responsáveis por direcionar um grande contingente populacional a adquirir determinado objeto / mercadoria. Com isso, a pessoa abandona sua vontade e identidade para seguir o que é estipulado pelos detentores da “moda” e da razão, acarretando, então, na incapacidade, pessoal, de decidir por seus atos, podendo ser comparados a marionetes, dado que são controlados e manipulados. Sendo mister a reformulação dessa situação.
Portanto, visto que, apesar de possuir um lado positivo, o aspecto negativo sobrepõe-se, urge que o governo não acabe com tal prática, mas conscientize a população, por meio de propagandas, com a finalidade de erradicar, ou pelo menos atenuar, a “vedação” do ser humano causada pelo ato de seguir indiscriminadamente os influencers. Tais propagandas objetivarão induzir a sociedade a pensar criticamente, fazendo com que a população não seja facilmente manipulada. Somente assim, essa nova profissão terá apenas aspectos positivos.