Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 30/08/2021

Hordienamente, com o advento da internet e dos influenciadores digitais, a forma de consumo mudou com os chamados ‘‘influencers", e a venda dos produtos nas redes sociais não se resume apenas a sua exposição, mas com o estilo de vida “perfeito” que vem com o produto. Diante desse contexto, o sociólogo polonês Zigmund Bauman, trata em seu livro “Vida para consumo” que com as mudanças e liquidez das coisas o consumo hoje não se resume a sobrevivência física, mas se tornou parte que estrutura e organiza a vida social. Portanto, os principais impactos dos influenciadores nas decisões de consumo são: o consumo exagerado e os danos causados por isso ao meio ambiente.

Em primeira análise, ser um “digital influencer” acarreta a este o poder na decisão de consumo das pessoas, um estudo da Qualibest mostra que os influencers já são a segunda maior fonte de informação para a tomada de decisão dos consumidores. Nada menos do que 49% dos entrevistados afirmaram que já consumiram um produto ou serviço porque foram influenciados digitalmente. Perante a isso, constatasse que tamanha influência vem do desejo de obter o mesmo estilo de vida dos influenciadores, que Bauman afirma em seu livro Vida para Consumo:  " “Consumir”, portanto, significa investir na afiliação social de si próprio, o que, numa sociedade de consumidores, traduz-se em vendabilidade". Sendo assim, quando se compra uma mercadoria não é pela necessidade, mas sim pelo estilo de vida que vem com esta, incentivando assim um ciclo sem fim de compra de produtos para se encaixar na chamada por Bauman: “sociedade do consumo”.

Em segunda análise, com a influência nas decisões de consumo estando nas mãos do influenciador, é importante observar como isso afeta no meio ambiente. No documentário francês “O verdadeiro custo” abordam-se as consequências causadas ao meio-ambiente pelo consumismo que advém do fast fashion (moda rápida), que consiste na produção globalizada das mercadorias para países de terceiro mundo. Onde, a desvalorização da mão de obra cria condições para que as fast fashions possam manter seu baixo preço, tornando as roupas mais acessíveis ao consumidor, incentivando o consumo excessivo por meio de cada nova coleção e contribuindo para uma sociedade nada sustentável.

Portanto,  cabe a cada consumidor tomar consciência sobre o que ele consome e quem ele segue nas redes sociais e também ao governo através de palestras conscientizar a população sobre as suas práticas de consumo, promovendo assim pessoas mais responsáveis com o meio ambiente. Desta forma, mudando os hábitos da população em relação a prática de compras e formando consumidores conscientes, encerrando a “sociedade do consumo” tratada por Bauman em seu livro “Vida para consumo”   e consequentimente formando indivíduos mais sólidos em suas decisões.