Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 10/08/2021

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra “Em busca da política”, nenhum país que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para as adversidades que o afligem. Nessa perspectiva, torna-se passível de discussão o impacto dos influenciadores digitais a respeito do cunsumo da população. Logo, o poder público e a coletividade devem se questionar sobre seu papel no enfrentamento dessa questão social.

Decerto, o aumento da propagação das novas tecnologias acarretou mais rapidez e praticidade para o mundo moderno. Entretanto, apesar de ser inegável a sua importância, elas estão diretamente relacionadas ao aumento do poder coercitivo dos influenciadores de maneira radical na sociedade contemporânea (século XXI), além disso, de acordo com o escritor e filósofo Byung-Chu Han, em seu livro “Sociedade do Cansaço”, inegavelmente, o excesso de positividade bombardeada sobre a geração atual cria pessoas mais inseguras e ansiosas, sendo estes dois fatores resultado da imposição constante de vida “perfeita” de influenciadores nas mídias sociais. Esses fatos mostram o baixo apoio e incentivo para garantir uma relação saldável entre influenciadores e seu público. Sendo assim,

Ademais, no que diz respeito a Alegoria da Caverna de Platão, o indivíduo acorrentado tende a permanecer na caverna por ser mais cômodo do que descobrir sua verdadeira realidade. Análogo a isso, percebe-se a persuasão exacerbada de influenciadores digitais sobre seu público, um exemplo disso é o consumo cada vez maior de cirurgias plásticas entre os usuários, havendo portanto, uma padronização dos usuários, fazendo estes abrirem mão de quem são para se sentirem incluidos, tornando esses cidadãos influenciados dos novos acorrentados do século XXI. Dessa forma, fica clara a importância da moderação do impacto de influenciadores sobre os usuários das redes sociais.

Sendo assim, é indubitável o apoio de medidas públicas e coletivas para a redução do impacto sobre o consumo de seus usuários nas mídias sociais. Posto isso, cabe o investimento de orgãos públicos educacionais em palestras escolares que instruam as crianças e adolescentes a terem resistência acerca de influências externas, evitando assim a padronização de consumo no mundo globalizado. É válido ressaltar a empenho da participação dos próprios influenciadores digitais em campanhas públicas que defendem movimentos que prezem pela liberdade de escolha, a fim de garantir que os usuários tomem suas próprias decisões a respeito do consumo e com isso, cada vez mais o poder dos influenciadores digitais.