Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 10/08/2021

O consumismo foi grandemente influenciado a partir da revolução industrial no século XVIII, de forma que os processos industriais possibilitaram o aumento da produção e, consequentemente, o consumo de produtos. De mesma maneira semelhante a isso, no século 21, pode-se ver traços do passado ligado ao consumismo, e ele está conectado diretamente aos Influenciadores digitais, com seu impacto nas decisões de compra do consumidor. Nesse prisma, destacam-se os dois aspectos importantes: A confiança que o internauta tem na indicação de produtos ofertados por eles, e o consumo descontrolado.

De início, pode-se destacar que os influenciadores transmitem uma confiança para o público dia a dia, mostrando sua vida, dando opiniões e interagindo com os seguidores. Consoante a isso, como disse Zig Ziglar ‘se as pessoas gostarem de ti, irão ouvir-te, mas se confiarem irão fazer negócio contigo ”. Sendo assim, a confiança que um influenciador digital passa é muito maior que a confiança que um artista de tv transmite por exemplo, pois eles não estão tão próximo ao público e nem passam tanta credibilidade, as pessoas sabem que eles estão fazendo a divulgação de tal produto de forma técnica, porque ali não é sua área de atuação e estão visando somente o interesse monetário.

Além disso, é notório que os influenciadores digitais de diversas plataformas como o YouTube e Instagram usam sua proximidade com o público para vender algo. Desse modo, o Instagram contabilizou 12,9 milhões de postagens de influenciadores patrocinados pelas marcas. E esse número deve dobrar em 2018. Dessa forma, muitos produtos oferecidos por eles geram gatilhos de consumismo nos seguidores, levando eles a fazerem compras de produtos e coisas que não precisam, mas são persuadidos a comprar e convencidos de que o produto é incrível, mas muita das vezes ele é inútil! Entretanto o marketing por traz do produto o convenceu do contrário.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham amenizar o consumo de coisas desnecessárias por influência da internet. Por conseguinte, cabe ao ministério da educação fazer campanhas na internet e disponibilizar palestras nas escolas por meio de professores de economia e marketing, para ajudar e alertas as pessoas sobre o consumo desnecessário e compulsivo, afim de que as pessoas aprendam a lidar com o digital, não é comprar por comprar, tem que adquirir algo com um objetivo e finalidade, e entender que o influenciador sobre seu dinheiro deve ser você. Somente assim, a população terá mais autonomia sobre suas decisões de compras, com acesso e direcionamento.