Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 09/08/2021

Na obra “O grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utiliza cérebres nuances de pinceladas para retratar o espanto nas linhas faciais do protagonista. Mais de 120 anos depois, esse sentimento se faz presente no semblante social em razão às consequências sócio-econômicas das compras induzidas pelos influenciadores digitais. Nesse viés, destaca-se um cenário ambíguo, ora bom com a concretização dos objetivos empresariais, ora ruim pelo alto consumo incosciente. Logo, rever a situação hodierna é imprescindível para solucionar a vicissitude e garantir bem-estar a todos.

Com essa ótica, ressalta-se o papel central dos profissionais virtuais na efetivação das metas e na orientação decisiva dos clientes. Nessa linha de pensamento, é possível atestar no cotidiano a ideia de Émile Durkheim, o qual afirma a existência de interação entre as partes da sociedade, inclusive semelhante a um organismo vivo, de fato o acesso à internet e a rapidez das informações determinam benefícios para as marcas, principalmente mediante a atuação dos influentes atuais. Assim, torna-se plausível compreender os dados do IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica aplicada) que revela o aumento de 40% da influição de outros nos vereditos de compras dos brasileiros.

Sob essa ótica, desde da 2° Revolução Industrial os cidadãos são impulsionados pelas atrativas campanhas publicitárias. Seguindo esse raciocínio, após décadas os indivíduos continuam impactados pelo setor fabril, porém por novos recursos, como as publicidades tecnológicas e os anúncios de famosos nas redes sociais. Nessa perspectiva, a recente cultura capitalista prova na prática o ideal de Zygmunt Bauman em que o elevado desenvolvimento tecno-científico aliado ao incentivo desenfreado resulta desejos consumistas insaciáveis.

Portanto, diante dos fatos supracitados, evidencia-se a notória participação real dos prestigiosos cibernéticos nas escolhas de aquisição. Então, urge de instituições formadoras de opiniões, por exemplo escolas e universidades, em parceira com ONG’s específicas realizar palestras e debates socioeducativos para comunidade- visto que atitudes coletivas têm imenso poder transformador- por meio de encontros semanais a fim de esclarecer os interesses capitalistas, criar condutas sustentáveis e estimular a revisão das necessidades. Outrossim, cabe ao Governo Federal com o conveniente auxílio de relevanres firmas modernas, tal qual o Instagram, criar alertas etários e instruções nas propagandas por intermédio de reuniões no intuito de garantir discernimento responsável da clientela. Dessa maneira, a reação facial ilustrada na pintura expresionista não existirá nos rostos de várias pessoas em virtude do conhecimento e da consciência perante as atuais influências da era eletrônica.