Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 06/08/2021
A primeira propaganda foi introduzida no Brasil por volta do século XIX, a partir de panfletos e boletins espalhados pelas cidades. Contudo, as mudanças e revoluções permitiram uma transformação nesse âmbito, gerando os chamados influenciadores e quebrando os paradigmas estabelecidos pelo antigo marketing. É de conhecimento geral que, no cenário atual, os digitais influencers são responsáveis pela maior parte das propagandas midiáticas, obrigando as empresas a se adaptarem ao mercado e recorrer a eles, já que realizam um trabalho que manipula, de maneira subconsciente, as decisões de compras e serviços dos seus seguidores, interferindo significativamente na economia.
Primeiramente, faz-se necessário apontar que, segundo dados fornecidos pelo Instagram, 12,6 milhões de posts de influenciadores foram patrocinados pelas marcas, deixando claro que essa profissão garantiu uma posição essencial na área. Desse modo, vale ressaltar a responsabilidade que eles devem ter ao propagar algo e se posicionar nas redes sociais, pois sua decisão gera consequências em proporções de larga escala, tornando-os responsáveis por moldar o pensamento daqueles que o acompanham. Para as empresas, os influencers são como uma ponte entre o produto e o cliente, todavia, o título que carregam abrange mais obrigações, de modo que ficam incubidos de criar uma relação com o seguidor, favorecendo o momento da compra. No entanto, muitos deles negligenciam o poder que possuem, criando uma imagem irreal de que o ter é mais do que ser, insinuando que o consumo desenfreado e irracional é o único modo de ser feliz.
Ademais, a sociedade contemporânea, enraizada no sistema capitalista, promoveu uma cultura consumista, que regride a humanidade a um pensamento equivocado de felicidade. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, “a sociedade de concumo prospera enquanto consegue tornar perpétua a não satisfação de seus membros”, tornando irrefragável que a exessiva publicação de bens e mercadorias por parte dos blogueiros pode gerar conclusões negativas para o ouvinte, visto que ele depositará a esperança de adquirir a felicidade em um objeto inanimado que não o satisfazera.
Portanto, cabe ao governo federal, juntamente com o Ministério da Educação, realizar uma intervenção.