Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 05/08/2021

Idealizado em 1969, ligando Stanford e a Faculdade da Califórnia, o projeto Arpanet mudaria toda a dinâmica do século seguinte. Nesse contexto é criada a internet, meio de comunicação de massas que propiciou o surgimento de Influencers que não possuem uma consciência social necessária. Diante disso, a busca incessante motivada por dinheiro e fama e a característica biológica humana de ser influenciado mostram-se agravantes à problemática. Assim, cabe ao governo federal intervir e elucidar sua população a respeito dos influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo.

A princípio, a busca incessante por ascensão financeira e pela fama podem resultar na disseminação de inverdades. Consoante ao Instagram, uma das maiores redes sociais do mundo, cerca de 12,9 milhões de postagens foram patrocinadas em 2017, e, segundo a plataforma, esse número só aumentou. Destarte, com essa quantia exorbitante de propagandas, muitos internautas relataram terem visto falsos relatos “espontâneos”, que um influenciador foi pago para fazer uma avaliação positiva pessoal, persuadindo pessoas a adquirirem tal serviço ou produto. Dessa maneira, para mitigar o impacto dessas inverdades na internet, deve-se elaborar um plano por parte do Estado na conscientização dos internautas.

Em seguida, a característica biológica de imitar seus similares é muito presente na espécie humana. Analogamente ao livro Sapiens - Uma Breve História sobre a Humanidade, o autor relata que desde seus ancestrais, o homo sapiens sempre foi - e continua sendo - uma espécie facilmente influenciável por atitudes alheias. Desse modo, com o recente estreitamento de laços promovido pela internet, os usuários internautas são coagidos e, bombardeados por propagandas, anúncios e relatos, são impostas a eles ações de consumo. Logo, é papel do poder federal elucidar sua população com a finalidade desses possuírem maior capacidade de discernimento de consumo.

Em suma, os influenciadores digitais podem persuadir, e de forma negativa, instigar consumidores. Portanto, é cabível ao governo federal (órgão máximo da nação) promover campanhas de conscientização por meio das redes sociais, a fim de garantir que os usuários internautas possuam mais autonomia em suas escolhas de consumo. Dessa maneira, as compras feitas pelos seguidores e fãs de influencers serão mais racionais e os avanços promovidos pelo Arpanet continuarão auxiliando a humanidade.