Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 03/08/2021
Na telenovela Malhação são retratados os impactos causados por influenciadores digitais nas decisões de consumo em virtude de retratarem uma rotina perfeita e da busca pelo maior ganho econômico. Fora das telas, no Brasil atual, observa-se o aumento de indivíduos que são influenciados devido à retratação de uma vida perfeita e da busca por maiores lucros. Por conseguinte, é necessária a ação estatal para diminuir os impactos causados por influenciadores nas decisões da sociedade.
Em primeiro plano, nota-se que o compartilhamento de uma vida luxuosa pelos influenciadores faz com que os indivíduos procurem uma rotina semelhante à de seus ídolos. Dessa forma, analogamente à novela “Pega Pega” - a qual ilustra o furto de vestidos pelas camareiras por quererem desfrutar de uma vida espelhada em influenciadores digitais –, observa-se que a exposição de uma vida perfeita pelos digitais “influencers” implica no aumento da criminalização. Consequentemente, tendo em vista o fato supracitado, muitos cidadãos praticam atos criminosos para obterem capital com o intuito de poderem desfrutar de uma vida parecida com àquela compartilhada por usuários famosos nas redes sociais. Assim sendo, é necessário avaliar os malefícios causados pela exposição da rotina por influenciadores.
Outrossim, é inegável que a busca por um maior lucro financeiro é um dos impulsionadores para a persistência da problemática no Brasil. Sendo assim, analogamente ao conceito de Indústria Cultural elaborado pela escola de Frankfurt – o qual discorre que a cultura exposta hoje em dia tem o objetivo de padronizar os gostos da sociedade para uma maior obtenção de lucro -, infere-se que a divulgação de produtos por influenciadores digitais proporciona uma padronização com o intuito de elevar os lucros das empresas. Assim, a divulgação de produtos utilizados por famosos faz com que haja uma padronização nos gostos da sociedade, gerando um maior lucro para as empresas que produzem o produto que foi compartilhado nas redes sociais pelos influenciadores. Logo, é mister afirmar a necessidade de conscientizar sobre a influência das redes sociais nas decisões de compra.
Portanto, cabe à Polícia Civil avaliar os malefícios gerados pela exposição da vida luxuosa por influenciadores, por meio da criação de comissões fiscalizadoras – com o foco na avaliação de compartilhamento de artigos de luxo -, com o intuito de diminuir os crimes cometidos por cidadãos por quererem uma vida luxuosa a todo custo. Ademais, cabe ao Ministério da Educação realizar palestras nas escolas – com o foco nos meios de consumo e de divulgação -, por intermédio da parceria com as secretarias de educação estaduais, com a finalidade de conscientizar os indivíduos sobre as estratégias usadas pela indústria para influenciar eles nos momentos de compra. Destarte, a ação de tais medidas contribuirá para uma sociedade menos influenciada nas decisões de compra.