Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 24/08/2021

No século XX, o nazifascismo orquestrado na europa, destacando-se na Alemanha, foi responsável pela mudança no comportamento dos indivíduos da época. Nesse sentido, tais mudanças se caracterizavam principalmente nas áreas acadêmicas, se fundamentando em ideais eugenistas, como disseminou Adolf Hitler. Paralelamente ao momento histórico, na era contemporânea, o impacto dos influenciadores digitais pode repercutir na vida dos brasileiros de maneira negativa no tocante às decisões de consumo, caso a influência seja utilizada se forma irresponsável, priorizando o lucro em detrimento do bem-estar do influenciado, o que deve ser combatido. Logo, tais obstáculos se fundamentam principalmente em dois fatores: ineficácia de fiscalizações governamentais nos meios digitais e precarização da educação do consumidor no país.

Em primeira análise, deve-se considerar o efeito da ineficiência dos órgãos fiscalizadores nos meios midiáticos no Brasil. Nesse âmbito, a teoria das ‘‘Instituições Fantasmas’’ proposta pelo sociólogo Zygmunt Bauman ilustra tal problemática, tendo em vista que, apesar de existirem organizações que deveriam monitorar o impacto dos influenciadores, as falhas são notadamente exacerbadas. Por sua vez, propagandas enganosas ou exageradas contribuem para que os brasileiros sejam vítimas dessa influência que, em certos casos, se mostra como prejudicial.

Outrossim, o cenário nacional é pautado por uma precarização da educação de consumo, o que pode potencializar comportamentos consumistas, por exemplo.  Em paralelo, o acadêmico Theodor Adorno sintetizou tais consequências da modernidade no fenômeno da ‘‘Indústria Cultural’’. Nesse contexto, a mídia se empodera do papel de ditar quais devem ser as ordens de consumo de uma sociedade, o que se revela como uma problemática, ao passo  que a individualidade do indivíduo se deteriora conforme as influências se ampliam.

Portanto, para que os impactos prejudiciais dos influenciadores digitais nas decisões de consumo sejam atenuados, é mister que o Ministério da Economia fortaleça as fiscalizações digitais, por meio de programas organizados pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Ademais, o Governo Federal deve realizar campanhas digitais, por meio das redes sociais, que alertem os brasileiros sobre as influências exacerbadas nos meios digitais, o que contribuiria positivamente na edificação da educação do consumidor no país. Desse modo, as medidas citadas combateriam os obstáculos dessa problemática, o que resguardaria os indivíduos de influências danosas, como nos movimentos do século XX, a título de exemplo.