Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 17/04/2021

A adoção, aprovada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é um modo de proteção contra, por exemplo, abandono e abusos físicos ou psicológicos. Porém, esse processo não possui um tempo estimado, e por conta disso o sistema jurídico brasileiro é constantemente criticado. Por outro lado, o número de crianças que estão esperando para serem adotadas é, aproximadamente, nove vezes menor que o número da fila de adoção, ou seja, cerca de 37,1 mil adultos a mais. Mas porque ainda existem crianças brasileiras para adoção?

Em muitos casos, a demora no processo está relacionada ao preconceito presente nas famílias, que optam preferencialmente a filhos brancos, menores de quatro anos e sem doenças, como autismo, AIDS, síndrome de Down, etc. Como consequência, muitos jovens que não possuem esses requisitos são mais propensos às rejeições e, mesmo sendo a maioria, acabam destinados a passar anos em abrigos, ou até mesmo a completarem a maioridade sem passarem pelo processo de adoção.

Por conta disso, a demora do processo judicial já se tornou algo recorrente por parte dos indivíduos que querem passar por esse processo. Porém, esse atraso ocorre principalmente por conta das pessoas que procuram por crianças idealizadas, já que a população brasileira é formada por características distintas de diversos continentes fazendo com que as chances de se encontrar a criança que satisfaz os critérios sejam pequenas.

Logo, é possível observar que o preconceito é um dos principais problemas presentes no processo de adoção no Brasil. Por isso, compete ao governo, junto com o Ministério da Educação, promover valores de ensino que visem à diminuição do preconceito na sociedade. Além disso, a mídia, financiada pelo governo federal, deve promover campanha contra o preconceito, tanto social quanto na adoção, com o intuito de acelerar e incentivar o processo.