Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 05/03/2021

Desde a antiguidade, todos os povos: hindus, egípcios, persas, hebreus, entre outros, praticam o instituto da adoção. Porém, mesmo sendo um processo que ocorre há milhares de anos, este enfrenta muitos desafios. Apesar de tentativas elaboradas visando a diminuição dessas dificuldades, como a criação do CNA (Cadastro Nacional de Adoção), ainda são observados muitos impasses, como a burocratização dessa perfilhação e inúmeros preconceitos dos indivíduos que pretendem adotar.              Primeiramente, cabe pontuar que o processo de adoção é lento. Muitas vezes porque várias crianças não entram na fila de espera, pela demora da Justiça em retirar a tutela da família biológica, o que causa desistências. Visto isso, é necessário que ocorram mudanças por parte do Estado, que coordena essa ação, buscando melhorar essa problemática. Nesse sentido, pode-se refletir sobre a frase de Bernard Shaw, escritor irlândes: “É impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada”.

Em segundo lugar, é possível observar que existe um preconceito em relação a etnia, idade, sexo, condições físicas e psicológicas, o que gera maior complicação diante da situação, uma vez que, são muitas exigências feitas na busca de uma criança “perfeita”. De acordo com o CNA, 19.411 é o número de pretendentes à adoção indiferentes à cor, raça (quase metade do total), o que é um dado bastante alarmante, o qual aponta para essa discriminação. Sem dúvidas, esse fato explicita um pensamento do físico alemão Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um prerconceito”, pois esse preconceito perdura também, desde a antiguidade.

Em suma, é fato que esses problemas que dificultam a adoção no Brasil precisam ser superados, com a intenção de dar o direito de uma boa família para as crianças do sistema em um menor período de tempo. Para tanto, o governo deve direcionar mais verbas para essa ação com o propósito de possibilitar maior contratações de profissionais para que com isso, seja possível acelerar esse processo. Ademais, ONG ’s devem realizar projetos sociais dentro de suas cidades para aplicar práticas conscientizadoras com o objetivo de demonstrar o quanto o preconceito é prejudicial para o sistema e diminui as chances de conseguir a guarda de um filho.