Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 19/05/2020
Na obra cinematográfica “Meu Malvado Favorito”, Agnes, Margô e Edith são três garotas órfãs que sonha diariamente com o processo de adoção e com uma família. Desse modo, na atualidade brasileira, o sistema de adoção não é prático, e persiste em muitos problemas, diferente da ficção apresentada. Sendo assim, é evidente que tal adversidade causada pela burocratização e pela formação de perfis específicos, deva ser solucionado no país.
Em primeiro plano, evidência-se a burocracia como fator determinante para a persistência da problemática, tendo em vista que pode levar em média 6 anos para concluir todo o procedimento de adoção, dados da CNA (Cadastro Nacional de Adoção). Nesse contexto, a burocratização é histórica, desde 1916 quando foi feita a primeira legislação sobre adoção no Brasil. De fato, verifica-se, infelizmente, mesmo com avanços constitucionais ainda há uma deficiência constitucional elevada, o que faz com que os direitos de um indivíduo em ter uma família permaneçam apenas no papel.
Outrossim, convém ressaltar o preconceito na fila de adoção, entre as principais consequências da questão, devido que os adotantes não querem adotar qualquer pessoa. Atrelado a isso, a idade, etnia, género e ausência de patologias são empecilhos para que uma criança não seja adotada, conforme o Correio Brasiliense o número de interessados à adotar é 10 vezes maior que a quantidade disponível, pelo fato, que as crianças disponíveis não fazem o tipo esperado. Portanto, indubitavelmente, faltam soluções efetivas pelas autoridades para solucionar a problemática em questão.
Porquanto, faz-se necessário medidas que busquem cessar esses meios que dificulta a execução da adoção no Brasil. Para isso, é necessário que o Governo Federal, órgão responsável pela administração federal em todo o território nacional, por meio de verbas governamentais e novas contratações, amplie o número de profissionais que trabalham com à adoção, com o intuito de realizar o processo mais rápido. Ademais, a mídia deve reforçar propagandas mostranto como funciona, desmistificando o processo e incentivando grande parte da população. Em face a isso, crianças e adolescentes poderão ter uma família como a de “Gru”.