Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 11/05/2020
São muitas as tristes histórias de crianças que sofrem abusos por parte de pais e familiares ou que sofrem com o abuso de drogas por parte daqueles que deveriam zelar pelo seu bem-estar. Entretanto, a esperança de conseguirem restabelecer laços familiares com outra família é sempre grande. Desde a Constituição de 1988, a adoção no Brasil é vista como uma medida protetiva à criança e ao adolescente. Contudo, o processo de adoção é algo muito complicado e grande parte disso pode ser atribuído à burocracia exigida e a demora da realização dos processos para a adoção, ambas são coisas que beiram a estupidez pois mostram a falta de prioridade que há para que isso seja cumprido e mostra que mudanças são necessárias.
Quando é mencionado o tema “processos brasileiros” o que vem à cabeça da população pode ser resumido em: lento, desorganizado e muito burocrático. Devido a isso muitos pais em potencial acabam desistindo no meio do processo ou nem tentam adotar a criança para evitar estresse e/ou perda de tempo, mostrando que o número de adoções no Brasil poderia ser muito maior mas a desorganização processual impede isso.
Ao decidir adotar uma criança um casal sempre possui muitas dúvidas na cabeça, sendo a principal qual criança escolher. Contudo a maioria dos casais acabam escolhendo apenas crianças que possuem até um ano de idade, o que corresponde a aproximadamente 6% das crianças segundo o Conselho Nacional de Justiça, mostrando um problema estrutural da sociedade que busca apenas crianças recém-nascidas e ignoram as outras que também necessitam de cuidados.
Portanto os impasses no processo de adoção no Brasil se resumem a processos lentos e uma sociedade que não compreende parte do propósito da adoção, que é dar melhores condições para as crianças. Para resolver esses problemas primeiro uma revisão em como e o que é necessário para adotar uma criança, essa revisão seria feita pelas varas da infância e juventude e também incluiria o Cadastro Nacional de Adoção. Com isso problemas na hora de adotar se reduziriam e as pessoas re sentiriam mais estimuladas a adotar. Quanto a questão moral de se ignorar as crianças que são um pouco mais velhas as mesmas varas poderiam divulgar materiais e vídeos que mostram a verdade em orfanatos, sensibilizando as pessoas e exibindo à elas o quanto a adoção pode mudar a vida de alguém.