Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 02/09/2019
No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho. Por meio desta frase elaborada pelo poeta modernista Carlos Drumond de Andrade. Conquanto direcionando ao âmbito dos impasses que o processo de adoção sofre no Brasil, tal pedra seria a negligência que perpetua segundo os números do Conselho Nacional de Justiça, 5,6 mil crianças disponíveis para adoção no entanto poucas são adotadas. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro plano, deve-se analisar a falta de responsabilidade do governo como principal causador do problema, visto que, existe uma ausência significativa de conscientização. Uma vez que, o número de pessoas que procuram adotar seja superior ao número de crianças e adolescentes que esperam por uma família, as barreiras surgem nas exigências que são feitas por aqueles que buscam a adoção. A grande maioria das pessoas que esperam por uma oportunidade de adotar procura por crianças de até um ano de idade. No entanto, apenas 6% das crianças disponíveis para adoção encaixam-se nesse perfil. Enquanto isso, mais de 87% possuem 5 anos ou mais. (CNJ)
Outrossim, o procedimento de habilitação da adoção passa por diversas fases, para se ter certeza de que a pessoa que pretende adotar é idônea, estável, no entanto, acaba prolongando demais tal processo, o que leva, a desgaste psicológico dos adotantes e adotando, pois, ficam na expectativa de que logo sairão com seu filho, e o mesmo ocorre com as crianças.
Infere-se, portante, que o problema se mostra uma pedra a ser removida do caminho para o desenvolvimento, nesse sentido, é imprescindível que o governo por iniciativas privadas incite a população adotar crianças que fujam do ‘‘padrão’’. Assim outras crianças mais velhas terão a chance de ter um lar, por meio de propagandas, panfletos e palestras logo com o inicio do processo de adoção os adotantes enxergariam mais do que querem.