Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 01/09/2019
No início das civilizações, a adoção era uma prática comum, em que o filho adotivo deveria dar continuidade aos ensinamentos da família. No entanto, atualmente, o caráter adotivo estipulou alguns requisitos para tal prática. Contudo, muitas crianças permanecem em abrigos esperando adoção por não terem o perfil desejado pelos pais. Ainda mais, as questões burocráticas criam impasses no processo adotivo. Assim, ainda existem alguns obstáculos no sistema de adoção no Brasil.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o papel da família é fundamental no crescimento de uma criança, oferecendo hábitos e costumes que serão passados aos seus descendentes. Ademais, alguns pais adotivos criam impasses no processo de adoção, criando estereótipos para o filho adotivo. De certo, dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) comprovam esse fato, relatando que cerca de um terço (32,6%) dos pretendestes só aceita crianças brancas. Outrossim, é notório através dos dados comprovar que com o decorrer do tempo, as chances do adotivo encontrar um lar diminuem. Dessa forma, o perfil clássico como condição imposta pelos pais para adoção, cria um obstáculo para elaboração dessa prática.
Certamente, outro fator importante que deve ser levado em consideração é a morosidade do processo de adoção, que contribui para que os jovens cresçam sem família. Indubitavelmente, as crianças ao atingirem certa idade, acabam fugindo dos abrigos por não terem mais esperanças de serem adotados, tal fato coopera para que os adotivos se revoltem optando por meios ilícitos de educação. Por certo, percebe-se que a questão burocrática e a morosidade dos processos interferem diretamente no futuro desses indivíduos, ferindo os direitos humanos e a possibilidade da criança crescer em um lar. Desse modo, esses fatores criam dificuldades para que o processo adotivo ocorra de forma rápida e eficiente.
Portanto, alguns obstáculos ainda impedem a questão adotiva no Brasil contemporâneo. Dessarte, a mídia como grande disseminadora de informações, deveria realizar campanhas através dos comerciais relatando a situação de jovens e crianças esperando para serem adotados e encontrarem um lar, visando reduzir a criação de estereótipos impostos pelos adotantes, para que o perfil não se torne um impasse para adoção. Destarte, o governo como órgão de instância maior, em parceria com o poder legislativo, deveriam estipular novas leis que minimizassem a morosidade e a burocracia dos processos adotivos, para que jovens e adolescentes possam encontrar um lar sem necessidade de irem para as ruas. Em síntese, haverá um Brasil mais íntegro e justo, garantindo as crianças e jovens a possibilidade de crescerem em família.