Impasses no processo de adoção no Brasil

Enviada em 01/09/2019

Assim como acontece no filme “Meu Malvado Favorito”, muitas pessoas que têm o sonho de serem pais, mas não podem devido a diversos fatores, optam por outra alternativa: a adoção. Porém, o processo é longo e repleto de percalços, principalmente pelas exigências que os futuros pais fazem acerca do perfil da criança a ser adotada.

Atualmente, pensa-se no processo de adoção como um processo longo e burocrático, devido a maioria das pessoas esperarem anos na fila. Entretanto, segundo o Conselho Nacional de Justiça, isso acontece por causa do perfil de preferência exigido pelos pais: crianças brancas, de até quatro anos, sem doenças e sem irmãos. No entanto, a maioria das crianças é parda, com mais de cinco anos e possui irmãos, ademais a justiça defende que irmãos sejam adotados juntos.

Além do mais, muitas famílias adotam um filho, mas nos primeiros problemas de adaptação optam por devolvê-lo novamente. De acordo com psicólogos, essa atitude embora esteja amparada nas normas legais, impacta negativamente na vida da criança, pois é como se estivesse sendo rejeitada outra vez, e contribui para que sua estadia nos abrigos se prolongue.

Compete, portanto, às pessoas que estão na fila para adotar reconhecer sua responsabilidade diante das circunstâncias que envolvem o ato da adoção. Nesse sentido, é importante que as instituições ligadas ao processo, conscientizem os futuros pais, por meio do atendimento especializado com uma rede apoio multiprofissional, de que a adoção é muito séria, que os problemas de adaptação e de comportamento das crianças são normais no início, mas devolvê-las as fere psicologicamente e retarda sua estadia na instituição. Além do mais, é necessário que o governo auxilie financeiramente as famílias que adotarem irmãos, pois muitas vezes não o fazem devido as condições financeiras que não permitem.