Impasses no processo de adoção no Brasil
Enviada em 01/09/2019
Em face do crescimento de mães adolescentes e por consequência o abandono dos filhos, é notório um aumento no número de crianças e adolescentes no sistema de adoção. Por esse motivo, convém analisar os meios pelos quais se constrói os impasses do processo adotivo no Brasil, sejam eles: Burocracia e Esteriótipos dos adotados.
É irrefutável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. A burocratização do processo de adoção é um dos principais motivos da sua desistência, essa lentidão atrapalha o acolhimento dos adotados por pessoas que desejam adotar. Além disso, a não garantia de casais homoafetivos terem direito à adoção dificulta mais ainda a diminuição de crianças e adolescentes nos lares de acolhimento.
No que tange ao esteriótipo inserido em sociedade, é imprescindível destacar que esse também influencia nas adoções. As crianças escolhidas são, geralmente, menores de três anos e brancas, o que fomenta a existência, ainda hoje, do racismo. Isso é comprovado pelos dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça, nos quais demonstra que 90 em cada 100 crianças têm 7 anos ou mais, no entanto, apenas 5 em cada 100 pais aceitam crianças dessa idade.
Por conseguinte, faz-se necessário um maior engajamento estatal que, vinculado ao poder judiciário, promova uma facilitação no processo de adoção, por meio da diminuição da burocracia exigida nesse, de modo que os adotantes não desistam no meio do processo e mais crianças consigam sair dos lares de adoção. Para mais, criar uma ementa que permita legalmente a adoção de crianças por famílias homoafetivas, afim de que a sociedade brasileira desprenda-se de certos tabus e possa viver o lema da sua bandeira: Ordem e Progresso.