Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 12/11/2021
No filme, “Wall-e”, a população é forçada a viver no espaço, uma vez que o planeta tornou-se inabitável, consequência de um descarte irregular do lixo. Enquanto isso, robôs são enviados à terra a fim de otimiza-lá. Fora da cinematografia, tal problemática é evidente no território brasileiro, principalmente no que se diz respeito aos impactos do plástico no meio ambiente. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: poluição marinha e a relação de superprodução e consumismo.
Em primeiro plano, vale ressaltar os impactos do lixo plástico e seu descarte em âmbito marinho. De acordo com uma pesquisa realizada por Laurence Maurice - diretora mundial do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD), mais de 1,5 milhões de animais morrem anualmente por consequência de dejetos plásticos no mar. Em adição, cabe destacar os subsequentes que a situação propicia, principalmente em relação aos riscos de extinção de espécies, gerando um desequilíbrio no ecossistema. São dados alarmantes e que devem serem vistos com uma maior atenção dos órgãos competentes.
Ademais, pode-se associar a problemática atual à relação de superprodução e consumismo. Nos Estados Unidos, a crise de 1929 foi ocasionada, principalmente, pela produção em grande escala para um pequeno número de consumidores, gerando um enorme desequilíbrio econômico. Entretanto, não é o que ocorre no meio hodierno brasileiro. Seguindo os ideais da lei de oferta e procura, a sociedade consumista incentiva indiretamente a síntese do plástico, e as empresas, por sua vez, sintetizam em grandes números, a fim de atender a população, tornando-se um ciclo vicioso. Nesse contexto, o consumo excessivo deve ser analisado com um maior apelo a fim de diminuir o problema em âmbito nacional.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar o impacto do lixo plástico no meio ambiente. Cabe o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com a mídia - como a televisão e o rádio, promover um plano educativo, por meio de propagandas, com o intuito não só de incentivar um descarte apropriado, mas também de influenciar os receptores para um menor consumo de produtos com embalagens plastificadas - substituindo o plástico por outro material sempre que possível. Só assim, o Brasil aproximar-se-á de um equilíbrio ecológico, fugindo da realidade vivenciada em “Wall-e”.