Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 11/11/2021
A Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, foi um processo de intensa mudança que possibilitou a ampliação da produção em indústrias e, consequentemente, um aumento na fabricação de mercadorias plásticas. Paralelamente, o consumo exacerbado e o despejo inadequado desses produtos atualmente geram impactos no meio ambiente, seja pela poluição dos recursos hídricos, caracterizando ameaça à vida marinha, seja pela influência no surgimento de patologias. Dessa forma, diligências robustas devem ser tomadas com o intuito de reverter as mazelas existentes.
A princípio, urgem discussões acerca das implicações geradas pelo lixo plástico presente nos oceanos hodiernamente. Por esse viés, segundo o documentário “Oceanos de Plástico”, lançado em 2016, cerca de oito milhões de toneladas de plásticos chegam aos mares todos os anos. Nesse sentido, nota-se que o descarte incorreto de detritos decorrentes das ações humanas nos meios aquáticos ocasiona o cenário fatídico da morte de mais de 100 mil mamíferos marinhos, conforme dados da ONU. Em análise, o imbróglio sucede-se em razão da ingestão acidental, por parte da fauna em questão, de matérias residuais, ao confundi-las com o seu alimento, além dos episódios de sufocamento dos animais pelos objetos aludidos. À vista disso, clamam-se ações para a reversão de tal problemática.
Ademais, cabe ressaltar a manifestação de doenças como consequência do lixo plástico presente na natureza. Sob tal ótica, o acúmulo de pequenos resíduos polímeros nos oceanos gera interferências na vida humana, através da sua inserção indireta nas refeições, graças ao consumo de animais contaminados. Nessa perspectiva, de acordo com pesquisas da Universidade de Ghent, na Bélgica, consumidores regulares de frutos do mar ingerem aproximadamente 11 mil pedaços de “microplástico”, partículas sólidas prejudiciais, por ano. Por conseguinte, de acordo com estudos realizados pelo médico Philipp Schwabl, as micropartículas citadas anteriormente podem causar alteração nas vilosidades intestinais e estresse hepático, por exemplo. Logo, são fulcrais diretrizes para o solucionamento do revés em pauta.
Depreende-se, portanto, a indispensabilidade de intervenções que visem atenuar os impactos do lixo plástico no meio ambiente. Assim sendo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente a criação de projetos para a diminuição da poluição nos ecossistemas hídricos, via implementação de campanhas de sensibilização sobre o descarte incorreto dos produtos plásticos, mediante palestras ministradas por profissionais da área de biologia em escolas e faculdades. Outrossim, compete às ONGs de proteção da natureza a composição de práticas de limpeza do meio ambiente, tal como operou o Instituto Ocean Voyages. Desse modo, será possível garantir o bem-estar do ambiente e dos cidadãos brasileiros.