Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 15/01/2021
Na primeira fase do Romantismo, no século XX, os artistas idealizavam a natureza e a sua riqueza natural. No Brasil atua, entretanto, percebe-se o oposto do período artístico, uma vez que o descarte do lixo plástico no meio ambiente tem sido incentivado pela ação antrópica, o que gera inúmeros impactos. Podese dizer, então, que a inoperância governamental e o posicionamento individualista são os principais responsáveis pelo quadro negativo.
Sob esse viés, evidencia-se, por parte das autoridades administrativas, a falta de políticas públicas que amenizem essa situação. Acerca dessa lógica, a Constituição federal brasileira, promulgada em 1988, fornece a proteção ao meio ambiente, contudo isso não persiste na realidade. Devido à ausência de investimentos governamentais em criar medidas de preservação, como por meio de leis que impeçam o descarte de plásticos nas ruas ou em mares, os ideais da Carta Magna não são disponíveis. Desse modo, é inaceitável que o país não universalize esse direito constitucional tão importante. Ademais, é válido destacar o posicionamento individualista da sociedade como agente que fomenta o impasse. A esse respeito, o filósofo Hans Jonas afirma que é necessária uma ética baseada no princípio de responsabilidade, para que o individualismo não afete as futuras gerações. Nesse sentido, compreende-se que o indivíduo, ao não se preocupar em fazer o descarte correto dos plásticos, negligencia esse “princípio de responsabilidade” proposto por Hans Jonas. Consequentemente, esses objetos são capazes de poluir ambientes marinhos, o que pode acarretar a morte de espécies, de modo a afetar as gerações futuras do local.
Portanto, para que a idealização do período Romântico não seja apenas uma aspiração teórica, o Ministério do Meio Ambiente, encarregado pela garantia dos direitos constitucionais, deve criar campanhas mais efetivas, por intermédio de leis que podem punir os obrigados que danifiquem a natureza. Espera-se, com isso, diminuir os malefícios causados pela ação antrópica quanto ao despejo irresponsável de plásticos no meio ambiente.