Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 07/08/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os impactos do lixo plástico no meio ambiente apresenta barreias, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do prejudicamento dos peixeis e aves, quanto do tratamento inadequado ao procedimento do plástico. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o impacto do lixo deriva da baixa atuação do setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. O plástico é difícil de ser compactado, o mesmo demora cem anos para se decompor e isso gera um grande volume de resíduos. No oceano, muitas das vezes os peixeis confundem os dejetos com alimentos, como também as tartarugas não sabem distinguir as algas com os canudos, em média um milhão de aves morrem com intoxicação gerada pelo lixo. Desse modo, faz mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o tratamento inadequado do plástico como promotor do problema. Os brasileiros estão entre os maiores produtores de lixo no mundo, no país são quase 80 milhões de resíduos sólidos por ano. Partindo desse pressuposto, a falta de estrutura e empenho dos políticos em solucionar o problema tem como consequência a existências de lixões ao céu aberto, o que prejudica a sociedade por causas dos entupimentos em valas e bueiros, que geram enchentes e desabrigam pessoas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o impacto do plástico contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar o lixo, necessita-se, urgentemente que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em leis que proíbam os plásticos descartáveis, por meio de propagandas em tv aberta, investir em projetos sobre troca de canudos de plásticos por biodegradável, criar e incentivar sistemas de compostagem em cidades. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do plástico, e a coletividade alcançará a Utopia de More.