Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 01/06/2020

Durante a segunda Guerra Mundial, a escassez de metais e borracha revelou a necessidade de investir em um novo material versátil, durável, leve e sintetizado artificialmente: o plástico. Assim, esse polímero tornou-se indispensável para a vida moderna. No entanto, o seu consumo desenfreado, associado ao descarte impróprio, são responsáveis por um grande impacto ao ecossistema marinho. Logo, é fundamental discutir medidas para diminuir os danos à natureza.

Em primeira análise, nota-se que esse material possui grande aplicabilidade, podendo ser empregado em praticamente tudo. Além disso, seu baixo custo democratiza sua utilização. Por isso, segundo um estudo publicado na revista Science, cerca de 8,3 bilhões de toneladas já foram produzidas no mundo. Todavia, apesar de necessário, nem todo plástico consumido atualmente é insubstituível, como por exemplo, as sacolas e os descartáveis.

Ademais, é preciso compreender que ao jogar algum produto fora, este não desaparece simplesmente da natureza. Dessa forma, a partir dos anos 80, algumas medidas tem sido tomadas para minimizar os danos, como a reciclagem. Entretanto, de acordo uma pesquisa do IBGE, 64% das cidades brasileiras não contam com coleta seletiva. Desse modo, os resíduos são acumulados em aterros sanitários, ou pior, são lançados ao mar matando milhares de animais.

Portanto, tendo em vista os impactos provocados ao meio ambiente, é fundamental, garantir que o lixo, sobretudo o plástico, tenha um destino correto. Para tanto, o Governo Federal deve, por meio de um fundo financeiro, investir e cobrar dos municípios a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Tal ação tem como fito consolidar programas eficientes de reciclagem, como a coleta seletiva que já ocorre nos grandes centros urbanos. Outrossim, é necessário conscientizar a população em relação ao consumo desnecessário e seu impacto ao meio ambiente. Somente assim, esse problema será gradativamente revertido.