Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 26/05/2020
Na segunda metade do século XIX, com a Segunda Revolução industrial, a indústria química aprimorou a utilização dos derivados do petróleo, como o plástico. No entanto, o uso irracionalizado desse subproduto tem causado impactos irreparáveis ao meio ambiente, uma vez que seu lento processo de decomposição faz com que permaneçam intactos na natureza por longos períodos, o que representa uma situação danosa aos seres vivos que habitam locais que servem como despejo de lixo. Nesse sentido, convém analisar as principais causas e consequências desse imbróglio na sociedade.
Em primeira análise, é importante destacar que esses problemas são gerados por ações antrópicas. Sob essa perspectiva, o modelo de produção Toyotista, implantado após a Terceira Revolução Industrial, adota o princípio da obsolescência programada, que consiste na diminuição da vida útil dos produtos, de modo que a população continue a adquirir novas mercadorias. Assim, apesar de parecer inofensivo, o hábito humano de ser consumista é absurdamente nocivo ao planeta, pois grande parcela das compras são acompanhadas de sacolas plásticas descartáveis, o que aumenta a quantidade de rejeitos na superfície terrestre e aquática, e tira a vida de milhões de animais todo ano. Dessa maneira, para que essa conjuntura seja superada, é imprescindível que haja mudanças nesse cenário.
De outra parte, denota-se a falta de leis que contribuam efetivamente para a abolição desse consumo prejudicial. Nos últimos anos, alguns estados do Brasil proibiram o uso de canudos de plástico, que, de acordo com a ONU, representa cerca de 4% de toda poluição. Entretanto, ainda que a utilização desses seja extinta, as milhares de empresas desse ramo tendem a continuar a fabricação de mercâncias que utilizam essa matéria prima e, consequentemente, os empecilhos ocasionados não serão atenuados de forma significativa. Nesse espectro, faz-se necessário a urgência de alterações nesse panorama, para que o país possa evoluir em harmonia com os biossistemas.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para que as revoluções na indústria sejam, de fato, benéficas a todos os organismos. Para isso, o Poder Legislativo deve, por meio do estabelecimento de um limite máximo de utilização desse elemento, aplicar multas aos que ultrapassarem esse teto, a fim de estimular o setor industrial a cessar as maquinofaturas não essenciais dessa espécie e diminuir as pertubações aos ecossistemas. Ademais, é de suma importância que o Ministério do Meio Ambiente promova campanhas que fomentem a reutilização, com a criação de postos de reciclagem, que, além de gerar empregos, ajudará a preservação das comunidades biológicas afetadas. Com essas ações, espera-se a atenuação dos impasses citados.