Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 04/06/2020
O direito à saúde está assegurado pela Constituição Federal de 1988. No entanto, tal garantia é corrompida, dado que o meio ambiente enfrenta problemas que interferem de modo direto na qualidade de vida dos indivíduos. Dentre eles, os impactos do manuseio inapropriado do lixo plástico: prejuízo ao ecossistema aquático e, por conseguinte, comprometimento da saúde dos seres humanos. Com efeito, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, com o desígnio de eliminar os entraves para a corporificação das prerrogativas constitucionais.
Nesse particular, é significativo elucidar os materiais descartáveis em um viés histórico no qual remete à Segunda Guerra Mundial, quando esses facilitaram a vida de donas de casa e de soldados. E, desde esse momento, o plástico está cada vez mais presente no cotidiano dos indivíduos devido a sua utilidade. Entretanto, o seu uso exacerbado e inconsciente favorece a formação de grande quantidade de lixo, uma vez que a matéria plástica demanda muitos anos para se decompor e a sua reciclagem é deficitária. A esse respeito, estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza mostra que o Brasil recicla apenas 1,2% de todo o lixo plástico produzido. De fato, a maneira com a qual a sociedade lida com o plástico, o converteu em uma conveniência descartável de uso único. Logo, mudanças profundas são urgentes para alterar esse panorama.
À vista disso, observa-se que o descarte inapropriado de plástico contribui para a persistência das agressões ao ambiente oceânico devido a ação antrópica, pois esse material é responsável pela morte de animais marinhos, seja por asfixia, seja por lesões internas ocasionadas pela ingestão desses resíduos. A exemplo, o documentário “Oceano de Plástico” mostra que o lixo lançado nos rios e nas praias é levado para os oceanos e, pelo efeito das correntes, forma ilhas de plástico. Nesse contexto, a saúde da população é afetada em razão da exposição a produtos químicos incorporados via cadeia alimentar, já que muitos organismos marinhos fazem parte da alimentação humana. Em síntese, o manejo indevido dos matérias descartáveis atrasa a consolidação do bem-estar social.
Portanto, são imprescindíveis ações efetivas dos agentes sociais a fim de mitigar o desequilíbrio das condições ambientais. Para tanto, o Ministério do Meio Ambiente deve criar um programa nacional de coleta seletiva que fiscalize e ofereça estruturas adequadas para a separação do lixo por meio de pontos de entregas. Tais locais precisam informar sobre o funcionamento do programa para a população e sobre a importância de reduzir o uso e reutilizar objetos plásticos, com o objetivo de estimular a reciclagem, o correto descarte dos resíduos sólidos e o consumo consciente. .