Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 30/03/2020

Wall-e é uma animação lançada pela Disney, que retrata a Terra no futuro tomada por um turbilhão de lixo. Nesse contexto, os seres humanos se retiram do planeta para uma estação espacial, onde mal levantam de suas cadeiras, apenas comem e assistem televisão. Enquanto isso, o robô Wall-e fica na Terra, compactando entulhos. Paralelo a isso, há, nos dias que correm, uma realidade que parece caminhar para um destino parecido no que diz respeito ao lixo e a inatividade humana. O homem produz mais lixo que o necessário, em principal, o plástico, que se acumula no meio ambiente gerando drásticas consequências aos seres vivos e ao próprio meio.

Em primeiro lugar, é preciso compreender o porquê do lixo plástico ser um dos maiores problemas atuais, senão o maior. Esse polímero sintético, segundo o Super Interessante e diversos sites/jornais, demora até 200 anos para se decompor. Enquanto isso, o material permanece no meio ambiente causando mortes em terra e, sobretudo, no mar. De acordo a ONU, cerca de 90% das aves marinhas consomem plástico alguma vez na vida, e muitas morrem com seus estômagos cheios do mesmo. Além disso, tartarugas, peixes e afins também são prejudicados por um plástico que enrosca em seu pescoço, uma tampa de garrafa plástica que trava em sua garganta e etc.

Ademais, não só é prejudicial produzir plástico, mas, essencialmente, a quantidade desnecessária. Somente no Brasil, de acordo com o Estadão, é gerado mais de 11,3 milhões de toneladas de lixo plástico por ano, reciclando menos de 1% segundo O Globo. Tendo em vista a alta durabilidade e resistência do material, é evidente que não há necessidade dos números citados, seja por país ou no mundo como um todo. Segundo o físico Isaac Newton e a Lei da Inércia, um corpo tende a permanecer como está até que força maior atue sobre ele, assim é a situação do homem no momento. Há um ciclo vicioso de produção de lixo que tende a continuar, gerando péssimas consequências a vida na Terra.

Destarte, é imprescindível que o Estado tome as devidas providências. Para que a produção de lixo decresça, e, consequentemente, os efeitos negativos de seu acumulo no meio ambiente, o Ministério do Meio Ambiente deve desenvolver um projeto para reciclagem do detrito já existente, por meio do serviço de engenheiros ambientais, químicos e biólogos. Paralelo a isso, deve haver uma lei que determine a quantidade máxima de plástico a ser produzida por ano, pelo Poder Legislativo, por meio de uma declaração nacional nos principais meios de comunicação. Dessa forma, dá-se início a melhoria na qualidade de vida e na condição do meio ambiente.