Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 27/03/2020

O desafio ambiental do século

Historicamente, o plástico se popularizou, no século XX, por sua flexibilidade, além de ser durável facilmente descartado, características positivas para a sociedade de consumo da época. Ainda hoje, tal material é amplamente utilizado, tanto que a produção de plástico dos últimos 10 anos é superior a do século passado. Assim, o impacto ambiental provocado no Brasil e no mundo pelo seu uso desenfreado, é grave, sendo necessário, portanto, reavaliar a cultura de despercício.

A segunda revolução industrial, iniciada no século XIX, possibilitou o uso do petróleo para a produção de plástico, além de fomentar o consumo na sociedade. Com efeito, até hoje, grande parte dos produtos, principalmente embalagens, são produzidos e descartados após o primeiro uso. Todavia, sem a destinação correta, como a reciclagem, o plástico utilizado persiste no meio ambiente e provoca desequilíbrio nos ecossistemas. Como mostra uma pesquisa científica divulgada pelo Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD) francês, o plástico mata até 1,5 milhão de animais ao ano, entre aves, baleias e tartarugas.

Segundo o filósofo Max Horkheimer, o homem busca incessantemente dominar a natureza através de uma racionalidade instrumental doentia, ainda que a natureza frequentemente revolte-se contra ele. Nesse sentido, é possível perceber que a negligência estatal que permeia a crescente poluição plástica no mundo associa-se a ideia de lucro em detrimento da sustentabilidade.

Nesse sentido, a redução do uso do plástico deve ter a coparticipação dos estados e da sociedade. Cabe ao Ministério da Educação incentivar a educação ambiental nas escolas, através da inserção de aulas sobre redução do consumo e reciclagem. Além disso, o Governo Federal deve introduzir leis que reduzam o uso do plástico, a partir de multas à lugares que produzam lixo plástico em excesso, Assim, caminharemos para uma melhor valorização daquilo que nos permite viver, a natureza.