Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 24/03/2020

Segundo o site G1, a cada ano, mais de 8 milhões de toneladas do lixo plástico produzidos chegam aos oceanos, provocando prejuízos à vida marinha, à pesca e ao turismo. Nesse sentido, percebe-se, no Brasil, a necessidade de medidas para conterem os impactos causados por esse material, uma vez que a falta política de incentivo à sustentabilidade e o descarte incorreto dos produtos são entraves para uma modificação da questão.

Evidencia-se, a princípio, que a ineficiência das politicas de estimulo à sustentabilidade está interligada a fatores governamentais. Nessa perspectiva, de acordo com o site Globo, o Brasil recicla apenas 1% do lixo produzido. Em relação a isso, nota-se que há falhas do Governo em garantir mecanismo que visem a práticas sustentáveis e a diminuição dos resíduos sólidos, principalmente, dos plásticos. Isso se deve, sobretudo, devido ao viés capitalista, em que a maior preocupação é produzir em grande escala para atender a demanda populacional, em vez, de buscar métodos que auxilem na reciclagem, na reutilização ou na substituição por produtos biodegradáveis. Em consequência disso, esses materiais podem liberar toxinas que comprometam o desenvolvimento da fauna e da flora, podendo causar até a morte de animais.

Ademais, o descarte incorreto dos resíduos sólidos garantem resistência a essa problemática. Nesse contexto, a revista Galileu aponta que 50% dos brasileiros fazem a deposição do lixo de maneira inadequada. Com isso, é perceptível que a má destinação desses produtos, em sua maioria, dos plásticos, pela população resultam em um desequilíbrio ecológico. Isso ocorre devido à ação do vento ou da chuva que  levam esses materiais a locais, na sua grande maioria, que causam o entupimento de boeiros nas cidades ou aos oceanos, interferindo no processo da  fotossíntese pelo fitoplâncton e até na cadeia alimentar das espécies. Em decorrência disso, essa situação pode ocasionar enchentes nos centros metropolitanos e a diminuição da população dos mares.

Fica claro, portanto, que a falta de política de incentivo à sustentabilidade e o descarte incorreto do plástico são impasses para a resolução da questão. Para isso, cabe as secretárias do meio ambiente criar um projeto que visem à diminuição do tempo de vida útil do plástico descartado e a minimização da sua utilização, investindo em pesquisa com tecnologia avançada, por meio de licitação aos órgãos públicos, a fim de interromper os prejuízos causados ao meio ambiente. Aliado a isso, a escola deve criar palestras sobre os impactos do descarte inadequado dos plásticos ao ecossistema, e dessa forma, prevalecerá uma mudança no quadro apresentado pelo site G1.