Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 24/03/2020
A escola de Frankfurt, corrente sociológica do século XX, formulou estudos sobre a cultura de massa, na qual o lucro prepondera sobre as responsabilidades ambientais e sociais. Nesse viés, pode-se afirmar que o lixo plástico, que é negligenciado, enquadra-se entre um dos grandes impactos desse pensamento consumista pós-moderno.Destarte, urge uma análise imediata dos efeitos desse cenário nefasto, a fim de que intervenções consigam minimizá-los.
É sabido, antes de tudo, que os animais são primeira e diretamente afetados pelo excesso de lixo. Lavoisier,químico francês, elaborou o conceito de que a matéria está inserida em um ciclo infinito. Nesse sentido, compreende-se que os plásticos não desaparecem após o despejo em containers ou cestas, eles são direcionados a diversos ambientes, dentre os quais pode-se destacar rios e mares. Como resultado disso, aves, peixes e mamíferos, que dependem da limpeza dos corpos hídricos, morrem pelo excesso de imundície nas águas. Prova disso foi a reportagem feita pelo canal National Geographic que ressalta que cem mil seres falecem por ano, visto que incluem em suas alimentações resíduos poliméricos .Evidencia-se, pois, que a relação harmoniosa entre fatores bióticos e abióticos são findadas pela irresponsabilidade humana.
Ademais, sabe-se que os impactos para o homo sapiens são tão preocupantes quanto às demais espécies. Motivados por um pensamento compulsório de consumo, os cidadãos se transformaram em ‘caçadores’ de novos produtos, baseados na ideia de que ’ter’ é superior a ‘ser’. Dessa maneira, as compras aumentam e, por conseguinte, o lixo também. Esses restos são superiores as taxas de reciclagem oferecidas pelo governo, como é o caso do Brasil que está na quarta posição de país que mais emite lixo plástico, de acordo com a ONG (Organização não governamental) WWF, mas que não possui programas eficientes à reciclagem.Dessa forma, a superprodução faz com que os resíduos excedentes sejam incinerados. Como resultado da combustão, diversas toxinas são liberadas, as quais além de acentuarem o efeito estufa, também agravam problemas respiratórios.
Torna-se claro, portanto, que essa situação deve ser combatida emergentemente. Para isso, é fundamental que o Ministério da Economia, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, formule um acordo sobre desenvolvimento atrelado à sustentabilidade, por meio de incentivos fiscais às empresas que aderirem o pacto, de forma que a redução de plástico nas produções ofereça resultados positivos para empresários e ambiente. Concomitantemente, caberá ao Ministério da Cidadania, por meio de concursos que incentivem a reciclagem desses resíduos, a participação ativa da população na redução.Dessa forma, essa crise melhorará e a sociedade se afastará da lógica frankfurtiana.