Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 22/03/2020
No livro “Capitalismo e Colapso Ambiental”, o professor e sociólogo brasileiro Luiz Marques sequencia fatos que evidenciam a exaustão do meio ambiente frente à ascensão econômica dos Estados a todo custo. Nesse contexto, a produção desenfreada de plástico a um mercado que consome de modo desenfreado traz graves consequências, como a poluição e a extinção de animais. Assim, questões econômicas e ambientais precisam ser discutidas para melhor compreensão e, desse modo, poder ser reduzido os impactos do lixo plástico no meio ambiente.
A princípio, o autor cita o pensamento de Achim Steiner, chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ao afirmar que o impacto ambiental na atualidade tende a ocorrer não mais somente a nível local, mas também global. Isso porque o consumo desenfreado ocorre em todo o mundo, devido a engrenagem socioeconômica expansiva do capitalismo na grande maioria dos Estados, gerando, consequentemente, maior produção de lixo no planeta, uma vez que a entrega de produtos ao consumidor ocorre cada vez mais por meio de embalagens plásticas, uma vez que, segundo a revista Reuters, houve um crescimento exponencial das empresas produtoras de embalagens plásticas nos últimos anos ao redor do mundo.
Por conseguinte, o descarte inadequado das embalagens e plásticos em geral faz com que esse tipo de lixo acabe parando, por meio das chuvas, por exemplo, em rios e mares, sendo, muitas vezes, ingeridos por animais que habitam esses nichos, tais como peixes e tartarugas. Isso faz com que aumente a mortandade desses animais e, logo, o desequilíbrio das teias alimentares que envolvem essas espécies, segundo a ONG Greenpeace, a qual levantou dados, publicados na revista National Geographic, cujos números informam ter triplicado em número de toneladas a quantidade de plástico encontrado nos oceanos durante a última década.
Portanto, entende-se a necessidade do governo e da sociedade buscarem o equilíbrio econômico e a conservação do meio ambiente. O Estado precisa incentivar, por meio de subsídios às pesquisas nas universidades, o surgimento tecnologias limpas, para fomentar a substituição de outras ultrapassadas e poluentes, como produção de um plástico biodegradável de valor mais acessível; e aumentar o número de postos de coleta seletiva para a população destinar corretamente o lixo. Além disso, a sociedade pode participar ativamente, por meio de redes socais, instigando outros cidadãos ao consumo consciente, comprando somente o necessário; e à responsabilidade ambiental, por meio do descarte correto do lixo. Desse modo, dar-se-á tempo à biosfera para que esta possa decompor esse material não utilizável, evitando o colapso ambiental outrora explanado na obra de Luiz Marques.