Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 20/03/2020

Segundo a ONU, o plástico descartado de forma inadequada representa certa de 80% de todo o lixo gerado no mar, representando, assim, um dos maiores desafios do século XXI. Tal perspectiva deve ser discutida e solucionada, pois o Brasil não possui políticas públicas que visem o descarte adequado desses materiais. Além disso, os resíduos plásticos no meio ambiente representam uma mazela social, já que comprometem a vida marinha, a saúde dos seres humanos e a falta de educação ambiental por parte dos indivíduos. Assim, medidas são necessárias para conter e modificar o atual cenário.

Nessa perspectiva, segundo o WWF, o Brasil é 4º maior produtor de lixo no mundo, o que só corrobora sobre a ineficiência de políticas recicláveis no país. Ademais, a coleta seletiva é pouco disseminada e instruída, campanhas de preocupação ambiental não são abrangentes e impactantes,  e como se não bastasse, ainda há lixões clandestinos sem fiscalização que geram riscos à saúde do meio ambiente e da população. Logo, políticas públicas são necessárias a fim de conscientizar a sociedade acerca da separação de resíduos e seu descarte adequado.

Outro fator que ilustra esse cenário é fato de que o plástico demora, aproximadamente, 400 anos para se decompor no ambiente, conforme o WWF. Até lá, centenas de vidas marinhas serão comprometidas, seja pela ingestão desses compostos, estrangulamento, comprometimento de cadeias alimentares ou até mesmo a extinção destes. Além do exposto, o lixo gera prejuízos à economia global, visto que afeta o comércio náutico, de pesca e turismo - tanto pela poluição visual como ambiental. Portanto, é preciso reeducar as pessoas em relação à sustentabilidade.

Destarte, fica claro que o problema do lixo plástico no Brasil seria atenuado através de fiscalizações e incentivos das prefeituras sobre a coleta seletiva nas cidades, e que o Governo Federal aplique multas severas àquelas que não oferecerem tratamento aos resíduos descartados. Assim como o incentivo do uso de compostos biodegradáveis ao invés dos plásticos. Outra medida importante seria oferecer mais incentivo à coleta seletiva do lixo, assim como há a coleta de latinhas, por parte dessas políticas públicas aliadas à ONG’s. Como também o importante papel das escolas, com o apoio do MEC, na educação relacionada à sustentabilidade do meio ambiente. Só assim o Brasil perderá seu deplorável posto de 4º país que mais gera lixo no mundo e garantiria uma qualidade de vida mais digna ao seus cidadão e a sua fauna.