Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 16/03/2020
Em “Os Lusíadas”, Camões narra a expansão marítima portuguesa por um viés antropocêntrico, sendo o homem responsável por suas mazelas e conquistas. Fora da ficção, a realidade brasileira atual demonstra que a sociedade não entende-se como responsável pelo problema dos impactos do lixo plástico no meio ambiente. Com isso, surge a questão do lixo plástico e seus impactos na natureza, que persiste intrínseco à realidade brasileira, seja pela insuficiência de leis seja pela falta de conhecimento.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a insuficiência de leis presente na questão. A Constituição Federal de 1988 - norma de maior valor hierárquico - é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere à questão dos impactos do lixo plástico no meio ambiente, uma vez que o problema continua atuando fortemente no contexto atual. Assim, a lei sendo enfraquecida, dificulta-se a resolução desse impasse.
Além disso, cabe ressaltar que a falta de conhecimento é um forte empecilho para a resolução do problema. Nesse sentido o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre os impactos, no meio ambiente, do lixo plástico, sua visão será limitada, o que dificulta a resolução do problema.
Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação (MEC) deve desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com especialistas, que sejam atuantes na área, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre esse tema e apontar caminhos para atenuar e, até mesmo, solucionar essa problemática. Em suma, é preciso que aja sobre o problema, pois como defendeu Simone de Beauvoir: “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”.