Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 23/02/2020

Não é de hoje que o plástico facilita a vida. Trouxe benefícios em praticamente todas as áreas: industrial, construção civil, agricultura, saúde entre outras. Além de fazer parte de inúmeros projetos de inovação e de tecnologia pelo mundo todo. Mas o impacto do lixo plástico no meio ambiente é preocupante e prejudicial: Se por um lado compromete teias alimentares; por outro, contribui com o aquecimento global. Portanto há que se avançar nesse assunto.

A princípio, deve-se levar em consideração que quando o descarte do lixo é feito de forma inadequada, o seu destino final - em grande parte - acaba sendo sobre as águas. A ONU Ambiental - Organização Ambiental das Nações Unidas - declarou que a cada ano mais de 8 milhões de toneladas plásticas tem chegado aos oceanos. E se o quadro continuar, daqui a algum tempo, terá mais plástico que peixes nos oceanos. Sendo assim, muitas espécies podem entrar em extinção e comprometer todo o equilíbrio de uma teia alimentar. Se a teia for interrompida, o fluxo de energia entre os seres vivos também se interrompe, não tem manutenção da vida aquática e consequentemente terá deficiência na produção de oxigênio. O que configuraria em um impacto ambiental terrível.

Além disso, devido ao sobrecarregamento de certos lixões e aterros sanitários, uma parcela considerável de resíduos plásticos vem sendo queimados a céu aberto. Só que o problema é que grande parte desses resíduos ainda são derivados do petróleo - combustível fóssil. Logo, a incineração desse lixo lança toneladas de gases do efeito estufa na atmosfera. O que contribui para o desequilíbrio do funcionamento harmônico do planeta e interfere de forma negativa em todas as relações existentes dentro de um ecossistema. Além da possibilidade de gerar grandes conflitos entre os seres vivos por causa de uma economia toda prejudicada, escassez de água e deficiência alimentar.

Por consequência dos fatos citados acima, medidas são urgentemente necessárias. O Governo junto a determinadas empresas privadas - por meio de projetos e investimentos financeiros - poderiam de fato fazer com que todas as cidades tenham coleta seletiva e a reciclagem obrigatória do lixo plástico. E que os membros do Judiciário - por intermédio de seus poderes - apliquem multas de forma “verdadeiramente efetiva” às cidades que não forem responsáveis com o seu descarte residual de natureza plástica. Paralelamente, que a Escola - através das matérias escolares e palestras educacionais - promova a formação de cidadãos preocupados com o consumo e descarte consciente.

Quem sabe assim, os  diversos impactos do lixo plástico sobre o  meio ambiente sejam controlados e evitados.