Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 22/02/2020
O documentário “A era do plástico” relata que a revolução do plástico na sociedade foi no início do século XX com a criação do Bakelite, totalmente sintético e comercial. A partir desse momento, o consumo desse polímero aumentou e teve suas funções diversificadas, como na Medicina. Contudo, apesar dos pontos positivos, ele trouxe grandes impactos para o meio ambiente. Nesse contexto, crê-se que o descarte em lugares inapropriados e a demora para a decomposição são os motivos para esse problema.
Em primeiro lugar, o descarte inapropriado dos plásticos no meio ambiente gera impactos de grandes proporções. Segundo dados divulgados no Forúm Econômico Mundial de Davos, em 2050 haverá mais plásticos (em peso) do que peixes no oceano. Isso porque, com a criação do Bakelite, foram incorporados a esse produto cores e formas, incentivando, portanto, o alto consumo de embalagens plásticas. Aliado a isso, a quantidade de materiais que são reciclados não supre a demanda da sociedade. Assim, o descarte em mares e em outros lugares tem acontecido a décadas de forma desenfreada poluindo o ambiente.
Além disso, um outro grande problema do plástico é a sua demora para a decomposição. De acordo com o Instituto de Pesquisas Tecnologicas(IPT), os microrganismos ainda não tiveram tempo de produzir enzimas capazes de degradar completamente e rapidamente os materiais do plástico, o que pode levar milhões de anos com a evolução. Dessa forma, esse polímero, na natureza, leva mais que 200 anos para ser degradado, gerando um grande impacto ambiental. Essa realidade interfere na cadeia alimentar dos animais e também seus componentes químicos podem ser levados aos lenções freáticos, poluindos os rios e mares, criando uma situação de magnificação trófica, podendo com seus produtos tóxicos, contaminar o ser humano.
Infere-se, portanto, que muitos são os impactos gerados pelo lixo plástico no meio ambiente. Para melhorar a questão do descarte em lugares inapropriados é necessário que o Governo local disponibilize nas cidades uma coleta específica para os plásticos direcionando-os para a reciclagem. Para as eventuais sobras que não foram recicladas poderiam fazer um acordo com os artesãos, dando a eles a matéria prima para a produção de puffs, por exemplo, e eles venderiam com um preço mais acessível a sociedade. Em segundo lugar, o Governo deve proibir o uso de plásticos que não fossem biodegradáveis. Isso seria possível se incentivassem a produção dos plasticos verdes biodegradáveis para baratea-lo e a população coseguir usa-los