Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 19/02/2020

“O plástico é considerado o maior desafio ambiental do século XXI.” De acordo com a ideia defendida pela Organização das Nações Unidas (ONU), tal material prejudica diretamente a população marinha e humana, visto que partículas desse material são introduzidas nas cadeias alimentares. Além disso, o descaso governamental em relação à coleta seletiva, agrava o quadro de poluição, já que não há separação entre os tipos de materiais. Logo, são necessárias ações governamentais juntamente à instituições alimentícias privadas, visando amenizar os impactos do lixo plástico no meio ambiente.

Segundo o cientista Fernando Daltro, estima-se que em 2050 haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. Tal situação afeta as cadeias alimentares, uma vez que as partículas de plástico são ingeridas pelos animais, que por sua vez são consumidos por seres humanos, podendo desencadear uma série de doenças para esses indivíduos, como patologias cardíacas, estimuladas pela substância bisfenol A, por exemplo, além da extinção de muitas espécies de peixes.

Ademais, a falta de coleta seletiva nas cidades, contribui para o aumento dos impactos ambientais, visto que essa prática objetiva o recolhimento dos materiais recicláveis, que ao chegarem às cooperativas, são separados para serem reaproveitados. Com isso, o lixo descartado incorretamente pode causar impactos socioambientais, como nas áreas urbanas, onde o material descartado incorretamente pode acumular em locais inadequados, formando focos de proliferação de mosquitos e de outros vetores de doenças.

Portanto, observa-se que são muitos os impactos do lixo plástico no meio ambiente. Dessa forma, instituições privadas, como supermercados, devem implantar normas de redução do uso de sacolas de plástico, com a cobrança de uma taxa pelo uso desse material, com isso, os consumidores comprariam menos sacolas, amenizando o efeito negativo no ambiente. Além disso, o governo deve atuar em todas as cidades, através do projeto de implantação de mais pontos de coleta seletiva em cada bairro, onde os indivíduos podem depositar seu material, separando-os de acordo com o tipo de lixo. Logo, diferente da tese defendida pela ONU, o plástico não séria um desafio tão grande do século XXI.