Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 15/02/2020
No limiar do século XVIII, iniciou-se um grande curso de modernizações nos modos produtivos, o que resultou numa majoração da produtividade dos mais variados produtos. Diante disso, muitos problemas apareceram, pois com a maior disponibilidade de objetos as pessoas passaram a usar as coisas de forma mais superficial, fato que alavancou a geração de resíduos, prejudicando, por conseguinte, os ecossistemas. Paralelamente, as industrias passaram a fabricar produtos que, em contato com o meio ambiente, levam muito tempo para serem degradados, resultanto, consequentemente, em maiores prejuízos para os componentes bióticos dos lugares.
Nesses termos, é possível a realização de uma análise mais elaborada no que concerne os modos de uso dados aos objetos na modernidade. De acordo com a Gerente de Campanhas da ONU, Fernanda Dalto, quarenta por cento de todo plástico produzido mundialmente é descartado após o primeiro uso. O dado mencionado, juntamente com a atual excessiva oferta de materiais plásticos nas lojas e supermercados, permite afirmar que o cenário de devastação dos ambientes naturais será aumentado, uma vez que é deficiente a presença de lugares adequados para a destinação final do lixo no Brasil e no mundo.
Supracitadas algumas das partes integrantes da temática abordada, vale citar o alto poder destrutivo que as propriedades dos materiais plásticos oferecem ao meio ambiente.É sabido, no mundo atual, que objetos, como sacolas, redes de pesca e tampinhas levam décadas para serem biodegradados, com isso, esses materiais acabam se aderindo aos tecidos orgânicos de animais, prejudicando o desenvolvimento de suas vidas. O maior problema surge, contudo, quando esse acumulo de dejetos no corpo de animais é passado ao longo da cadeia alimentar por magnificação trófica, esta que gera, ao longo prazo, danos ainda maiores para os seres vivos.
Sendo assim, é nítido que há muitos problemas envolvendo a questão da relação do lixo com o meio ambiente, por isso faz-se necessária a criação de medidas que venham a proporcionar o máximo de contentamento possível, parafraseando Jeremy Bentham. Portanto, urge que os Governos Federais devem se mobilizar para debater a ampliação de áreas destinadas à coleta e ao tratamento de lixo, discutindo a criação de polos de descarte de resíduos e a feitoria de industrias para o tratamento adequado de lixo. Com isso, seriam diminuidas as quantidades de desejetos nos ambientes naturais e as pessoas teriam mais locais para descartarem corretamente o lixo. Ademais, é mister que as autarquias federativas imponham às industrias produtoras de plástico sanções proibindo a produção de materiais não biodegradáveis. Fazendo-se isso, seriam aniquiladas as atuais ameaças à vida na terra.