Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 13/02/2020
Os utensílios feitos de plástico oferecem conforto, agilidade e praticidade no dia a dia de diversas populações por todo o mundo e por isso são produzidos em larga escala todos os dias. No entanto, o plástico também é considerado um “vilão” devido a seus impactos ao meio ambiente proporcionados por sua difícil biodegradação, uma garrafa pet demora cerca de 200 a 450 anos para se dissolver segundo a organização das nações unidas (ONU), e seu potencial tóxico. Dessa maneira, a desenfreada produção e descarte indevido desse material causam graves impactos ambientais e devem ser combatidos para uma convivência harmônica no planeta terra.
Em primeiro lugar, vale salientar sobre a alta produção de plástico atualmente. Afinal, estima-se que em 2050 haverá 33 bilhões de toneladas de lixo plástico no mundo, segundo estudo do fórum econômico mundial, e o Brasil está incluso nesse valor, por que o fundo mundial da natureza disse que o país é o 4° maior produtor deste lixo no mundo. Tal valor exorbitante muitas vezes não é notado, pois este material é usual no cotidiano dos seres humanos e muito dele é descartado após o primeiro uso. A partir disso, a produção aumenta rapidamente e apesar de ser prejudicial ao ecossistema ele é altamente rentável e econômico. No entanto, como disse o cientista Carl Sagan a nossa geração terá que escolher entre o lucro a curto prazo ou a habitabilidade do nosso planeta longo prazo.
Em segundo lugar, é necessário ressaltar os efeitos do descarte indevido deste material ao meio ambiente. No documentário “Oceano de Plástico”, protagonizado pela mergulhadora Tanya Streeter e pelo jornalista Craig Lesson, é demonstrado a quantia de plástico em oceanos, nele contém entrevistas e dados a respeito do tema. Ademais, as consequências disso também são expostas, dentre elas a contaminação de mares e a contaminação e/ou morte de diversas formas de vida marinha como peixes, tartarugas e até mesmo plantas. Tal realidade não é distante do Brasil, muitos rios e mares são poluídos e muito da fauna local foi perdida, de exemplo tem-se a Bahia de Guanabara (RJ) e o Rio Tiete (SP) onde são despejados toneladas de lixo plástico cotidianamente.
Com o intuito de amenizar esse problema é necessário que o estado tome providências. Afim de integrar a população a resolução do quadro atual, urge que o Ministério do Meio Ambiente(MMA) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) crie, por meio de verbas governamentais, um aplicativo de troca de plástico por pontos que serão trocados, pelos cidadãos, por descontos em locais de acesso público. O lixo recolhido deverá ser encaminhado para reciclagem e assim será possível evitar que a realidade apresentada em “Oceano de Plástico” piore e o plástico voltará a ser sinônimo de conforto e praticidade e não o “vilão” contra o meio ambiente.