Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 10/02/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os impactos ambientais causados pelo lixo plástico apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da permissividade do governo em relação a produção e a distribuição desse tipo de material, quanto do consumismo irrestrito da população mundial. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a poluição deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não tem ocorrido. Devido à falta de atuação das autoridades, as quais permitem a produção de todo tipo de descartáveis feitos de plástico, o lixo do derivado de petróleo tem se juntado no mar e é responsável por mais mortes de seres marinhos do que a pesca predatória.
Ademais, é imperativo ressaltar a omissão da população como promotora do problema. De acordo com a Organização das Nações Unidas(ONU), em 2016, foram produzidos mundialmente 14 bilhões de toneladas de plástico . Partindo desse pressuposto, se há consumo, haverá produção, e ao se produzir, inevitavelmente, ocorrerá o descarte em lugares inapropriados, o que gera a poluição. Logo, as pessoas ao comprarem artigos descartáveis de plásticos, contribuem ativamente para a perduração desse panorama nocivo.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Dessarte, com o intuito de mitigar a poluição mundial por plásticos, necessita-se, urgentemente, que as lideranças mundiais organizem, anualmente, assembleias que estabeleçam metas de consumo para o derivado de petróleo, e que deixem a população a par de todo o dano ambiental causado nesses últimos anos. Também, faz-se necessário o investimento em pesquisa de compósitos não poluentes que possam o substituir em médio e longo prazo. Desse modo, atenuar-se-á, o impacto nocivo da produção desenfreada de materiais plásticos, e a coletividade alcançará a Utopia de More.