Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 08/02/2020

Segundo o poeta britânico Oscar Wilde “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.”. É nesse aspecto que se faz extremamente necessário analisar os impactos do lixo plástico, principalmente em relação às espécies animais e à estética de ambientes públicos, com o objetivo de reduzir essa problemática em busca do progresso e a preservação da natureza.

Em primeiro lugar, é importante perceber que, com o aumento da produção desses materiais poliméricos sintéticos nos oceanos, há um aumento considerável no caso de intoxicação e engasgamento de espécies marítimos com objetos dessa natureza, segundo relatório publicado pelo IBAMA em 2018, visto que, esses animais os confundem com possíveis fontes de alimentação e acabam muitas vezes não conseguindo sobreviver devido à ausência de respiração celular, como foi o caso que ocorreu no ano de 2015 na qual o projeto Tamar encontrou diversas tartarugas com canudos plásticos alojados em suas vias aéreas e que caso não houvesse aquela intervenção humana o ser vivo iria ido a óbito. Nesse sentido, é demonstrado a ausência e a ineficácia do poder público em lidar com essa problemática o que, caso não seja resolvido, contribuirá significativamente para a extinção desses animais.

Além disso, é válido salientar que a estética e a beleza natural de ambientes públicos, como praias e rios, são imensamente afetadas pela alta presença de lixo, principalmente de plásticos, já que o acúmulo desses objetos contribui para a concentração de fortes odores devido à proliferação de bactérias, o que prejudica enormemente a economia e afasta os turistas desses locais. Por exemplo, é suma importância citar o caso do Rio Amarelo que outrora foi um dos responsáveis pelo surgimento da civilização chinesa, hoje é um dos fluviais que mais apresenta poluição do mundo, especialmente pelo forte acúmulo de objetos de origem petrolífera.

Analisado o que foi exposto, faz-se necessário tomar urgentes medidas a fim de atenuar esse impasse. Acima de tudo, a Organização das Nações Unidas deve se reunir com os seus membros na qual, assinem um tratado que tenha força de lei que os obrigue a banir o uso de objetos plásticos tais como canudos e copos até o ano de 2025, com o propósito de reduzir os alarmantes níveis de morte dos animais marinhos. Ademais, o Governo Federal do Brasil deve criar um fundo nacional, por meio de parceria com o Congresso Nacional, que reserve 1% de arrecadação do IOF(Imposto sobre Operações Financeiras) com o intuito de investir na preservação e recuperação de praias e rios brasileiros que apresentam grau de poluição por plásticos. Feito isso, o mundo e consequentemente o Brasil terá caminhado para diminuir essa situação e marchado rumo ao progresso.