Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 10/02/2020

Na obra cinematográfica “Wall-E”, retrata-se um futuro em que o planeta Terra encontra-se destruído devido ao acúmulo de resíduos sólidos e, consequentemente, a escassez dos recursos naturais. Fora da ficção, o crescente uso de materiais plásticos se configura como um impasse, tendo em vista seu lento processo de degradação no meio ambiente, além de propiciar o desiquilíbrio nos ecossistemas marinhos. Assim, cabe a análise dessa problemática, para, então, propor soluções para dirimi-la.

Em primeiro plano, é notável que os materiais plásticos são cada vez mais utilizados no contexto hodierno, o que acarreta em um maior número de resíduos sólidos produzidos. Consoante foi citado pelo célebre escritor romano Séneca, “para a ganância, toda a natureza é insuficiente”. Sob essa ótica, observa-se que o alto consumo e a demora para que o plástico se degrade no ambiente, propicia uma superlotação desses rejeitos em lixões a céu aberto, o que pode gerar a contaminação do solo e lençóis freáticos, configurando empecilhos para a saúde dos seres vivos.

Ademais, deve-se destacar que os ecossistemas marinhos são os principais afetados pelo descarte incorrento desses materiais. Segundo pesquisa realizada pelo instituto Greenpeace,a cada ano são despejados nos oceanos cerca de 12,7 milhões de toneladas de plástico. Com isso, essa quantidade demasiada de material promove um desiquilíbrio das cadeias alimentares dos animais oceânicos, impedindo que eles consigam alimentos e, até, provocando a morte pela ingestão desses rejeitos.

Diante dos fatos supracitados, é mister que providências sejam tomadas acerca do óbice. Convém, então, ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, a criação de campanhas publicitárias que, por meio de divulgação nas redes sociais, explicite os impactos dos resíduos plásticos aos ecossitemas, incentivando o uso de alternativas biodegradáveis, objetivando promover a educação sustentável nos indivíduos. Somente assim, o planeta Terra retratado em “Wall-E” fará parte apenas da ficção e não representará o futuro da sociedade.

Diante dos fatos supracitados é mister que providências sejam tomadas acerca do óbice. Convém, então, ao Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Ministério da Educação, a criação de projetos em instituições escolares que, por meio de palestras e campanhas publicitárias nas redes sociais, explicite os impactos dos materiais plásticos para o equilíbrio dos ecossistemas naturais, sugerindo o emprego de opções biodegradáveis como forma de uso sustentável. Somente assim, o planeta Terra será preservado, e a história narrada em “Wall-E” não representará o futuro da natureza.