Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 26/09/2021

O filósofo Aristóteles propõe que a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Entretanto, a questão dos impactos do envelhecimento da população brasileira contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, as consequências do aumento da expectativa de vida da população não possuem a devida atenção do Estado. Nesse sentido, torna-se evidente como causas a insuficiência legislativa e a diminuição da taxa de natalidade.

Deve-se pontuar, de início, que a falta de políticas públicas é um grande impasse para a resolução desse problema. Segundo Zygmunt Bauman, não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas. Sob essa lógica, de acordo com um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), a crise econômica causada pelo envelhecimento da população age em conjunto com a queda da taxa de natalidade. Posto isto, a crise deve ser rebatida, primeiramente, com ações públicas que proporcionem aos idosos um envelhecimento com saúde e qualidade, para que, dessa forma, diminuam os casos de saúde mais graves que essa parcela da população possa apresentar.

Em segundo plano, vale destacar que a queda na taxa de fecundidade brasileira também se enquadra como um grave obstáculo para a atenuação desses impactos. Desse modo, um estudo do Instituto Brasileiro de Economia apresenta a relação direta entre a renda per capita e o crescimento da população em idade ativa.  Sob esse viés, a queda na taxa de natalidade apresentada por esse estudo influi diretamente na parcela da população ativa econômicamente e, por consequência, na crise econômica que avastará o país caso esse desequilíbrio demográfico não seja atenuado.

É necessário, portanto, que ações sejam desenvolvidas para a resolução desse problema. Dessa forma, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em parceria com as secretarias de saúde de cada estado, deve desenvolver um programa que estimule os idosos a praticarem exercícios físicos, bem como a melhorarem sua alimentação. Além disso, o mesmo agente pode criar bolsas, dessa vez em parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, para incentivar famílias a terem mais filhos e, dessa forma, aumentar a população ativa e equilibrar o senso demográfico brasileiro. Ambas as propostas visam atenuar os efeitos e as mazelas trazidas pela problemática.